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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Meu pé de laranja-lima vira filme

Globo.com, 12/01/2011 - por Rodrigo Fonseca


Foto: Camila Botelho/Divulgação

Zezé, o menino sonhador que fez chorar gerações e gerações de leitores do romance Meu pé de laranja-lima (1968), ganhou uma chance de arrebatar as crianças da geração Facebook (e matar as saudades de fãs do passado) à frente do novo longa-metragem de Marcos Bernstein. Rodado em Minas Gerais, na região de Leopoldina e Cataguazes, no fim do ano passado, e prestes a ser montado, o filme joga luz sobre um autor que sofreu com os narizes torcidos da crítica após alcançar enorme êxito de vendas em vida: o escritor José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) [...] Pesquisadores de Literatura sabem que o longa de Bernstein pode diluir uma injustiça histórica, motivada por um certo desprezo da intelectualidade [leia +].

terça-feira, 13 de julho de 2010

Machado de Assis viaja no tempo

Folha de S. Paulo, 12/07/2010 - Clarice Cardoso

Depois de levar ao ar adaptações de histórias de Machado de Assis, como Os óculos de Pedro Antão (2008) e Uns braços (2009), a TV Record prepara um docudrama que dá um curioso superpoder ao autor de Dom Casmurro: o de viajar no tempo, informa a coluna Outro Canal. Na trama, que está sendo coproduzida mais uma vez pela Contém Conteúdo, o escritor será transportado para o ano de 2010. Nos dias atuais, ele será recebido com ceticismo na ABL, onde será sabatinado pelos colegas imortais, que desconfiam se tratar de um impostor. Passagens da vida de Machado serão então dramatizadas de acordo com as respostas corretas que ele der a respeito de si mesmo e da própria biografia. O telefilme está previsto para ir ao ar no segundo semestre deste ano e será gravado no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

E-books demoram mais

para serem lidos que livros impressos
Tecnoblog, 05/07/2010 - por Juarez Lencioni Maccarini

De acordo com um estudo realizado pelo Nielsen Norman Group [...] com 24 leitores que apreciaram obras de Ernest Hemingway no PC, no Kindle 2, no iPad e no bom e velho livro impresso, este último ainda é o mais rápido para concluir a leitura. Dos três meios digitais analisados, o iPad foi o que mais perto chegou dos livros impressos, sendo 6,2% mais lento que o papel. Leitores no Kindle foram 10,7% mais lentos do que no método mais tradicional. A leitura no PC foi a mais lenta, embora não tenha sido divulgado o quanto. O nível de compreensão também foi analisado ao fim de cada leitura [continua...]

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Long-seller juvenil

O Estado de S. Paulo, 26/06/2010 - por Raquel Cozer

Pedro Bandeira acaba de assinar contrato para a adaptação de seu mais famoso livro juvenil, A Droga da Obediência. O longa será coproduzido pela REC Produtores (responsável por Cinema, Aspirinas e Urubus) e a Gullane (Carandiru). A obra, de 1984, teve mais de 1,5 milhão de cópias vendidas.

*

Xuxa e o Mistério de Feiurinha, baseado em outro best-seller do autor, O Fantástico Mistério de Feiurinha, foi o segundo filme nacional mais visto de janeiro a maio de 2010 - perde apenas para Chico Xavier - e o melhor desempenho de Xuxa no cinema em anos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Formosos Monstros no Rio



O espetáculo multimídia de Cléo Busatto acontece no Centro Cultural Banco do Brasil, nos dias 24 e 25 de abril, às 14h. Assista a um fragmento do DVD-ROM Formosos Monstros, clicando na imagem acima ;-)

Penguin Books - DK no iPad



quarta-feira, 14 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Formosos Monstros



Cléo Busatto apresenta, em São Paulo, seu mais recente trabalho: o DVD-ROM Formosos Monstros, resgatando histórias dos seres mitológicos do mundo inteiro, em um espetáculo multimídia que integra narração oral ao vivo e narração em meio digital. O evento acontece no sábado, dia 17 de abril, a partir das 15h na Livraria da Vila – Loja Lorena, nos Jardins. A entrada é livre!



terça-feira, 6 de abril de 2010

II CILLIJ


O Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e a Cátedra UNESCO de Leitura PUC-Rio convidam para o II Congresso Internacional de Leitura e Literatura Infantil e Juvenil e para o I Fórum Latino-Americano de Pesquisadores de Leitura, a serem realizados nos dias 12, 13 e 14 de maio de 2010.


A literatura e as novas tecnologias: leitores plurais ou pós-leitores?

Assim como as relações entre a idade e o nível cognitivo dos leitores, também as conexões entre a literatura e os suportes que a substancializam encontram-se, atualmente, problematizadas pela emergência de novas formas de organização social, que envolvem a questão dos gêneros e das culturas híbridas. Trata-se de um fenômeno que, por sua vez, apresenta-se imbricado às novas tecnologias mediadoras de informação. A partir dessa visão caleidoscópica — própria da contemporaneidade — emerge também uma nova concepção de sujeito, não mais entendido como mero leitor intelectivo e computacional, mas leitor interativo tanto da palavra, como de objetos de leitura tridimensional. É necessário, pois, o debate sobre os modos como os espaços de aprendizado e de difusão da literatura, bem como o próprio objeto literário, têm-se oferecido a esse novo receptor interagente, compreendido na pluralidade de suas capacidades afeto-cognitivas e também presente como um corpo sensório, já que conectado às novas mídias de leitura. Importa, sobretudo, indagar como as políticas e os processos de produção, circulação, mediação e ensino da literatura podem contribuir com a formação desse sujeito, concebido como parte integrante de um corpo maior, o sistema complexo histórico e sociocultural de um mundo globalizado.

sábado, 13 de março de 2010

Brincando de ser Clarice Lispector

O Estado de S. Paulo - 12/03/2010 - por Dib Carneiro Neto

Ricos em significados, densos em emoções, arrebatadores em sinceridade. Como toda a obra de Clarice Lispector, assim são também os livros que ela escreveu destinados ao público infantil. Em cartaz em São Paulo até o dia 28, depois de temporada no Rio, A Mulher Que Matou os Peixes e Outros Bichos é espetáculo de teatro que consegue ser fiel à grande autora e ao mesmo tempo ser contemporâneo na linguagem cênica. A diretora Cristina Moura enche o palco de brincadeiras, do primeiro ao último minuto. Personagens brincam de muitas coisas: dançar, apostar corrida, adivinhações, imitações, até de dormir e, sobretudo, de contar histórias. Sem ranço retrô de quintal de antigamente. É proposta moderna, com DJs, guitarras, bateria, telões e iluminação de impacto (assinada por Enrique Diaz). A adaptação dos contos de Clarice, com dramaturgia de Isabel Muniz, além desse alto astral, é de uma delicadeza emocionante.

Foto: Mari Stockler

A mulher que matou os peixes... e outros bichos
SESC Avenida Paulista
Sábados e domingos às 16h
Até 28 de março

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Infantilização do consumidor

Folha de S. Paulo/Ilustrada - 26/11/09 - Contardo Calligaris

A infantilização do consumidor é peça chave do espírito do capitalismo atual

Durante o feriado, nos cinemas, só dava "Lua Nova", de Chris Weitz, "2012", de Roland Emmerich, e "Os Fantasmas de Scrooge", de Robert Zemeckis. Claro, havia outros filmes, mas meio que perdidos na programação.
Imaginemos que você preferisse ler um romance e consultasse a lista dos mais vendidos. Você encontraria cinco títulos de Stephenie Meyer (a autora da saga de vampiros, cujo segundo volume inspira o filme "Lua Nova"), dois volumes dos "Diários do Vampiro", de L. J. Smith, e, no fim, "O Pequeno Príncipe".
Ora, assisti a "Os Fantasmas de Scrooge" (não perderia um filme de Zemeckis, o diretor de "Forrest Gump") e achei excelente; vi de óculos, em 3D, deleitando-me com a atmosfera encantada: como disse uma menina, nevava na sala de cinema. Não vi "Lua Nova", mas gosto da saga de Meyer, sobre a qual escrevi nesta coluna, assim como escrevi sobre o primeiro filme da série, "Crepúsculo". Além disso, aposto que me divertiria com a fantasia catastrófica de "2012"; Emmerich já me divertiu com "Independence Day". Enfim, tenho uma lembrança comovida de "O Pequeno Príncipe".
Então, por que me queixaria dessa preponderância de filmes e livros obviamente infantojuvenis? Não me queixo, apenas constato: nas salas de cinema ou nas livrarias, aparentemente, os adultos devem ser uma pequena minoria, com a exceção, é claro, dos que acompanham suas crianças ou as presenteiam com livros. Estou sendo irônico: é claro que os grandes consumidores de filmes e livros infantojuvenis só podem ser os adultos.
Domingo, um amigo editor me explicava, justamente, que o filé mignon atual são os "crossovers", ou seja, as obras que "atravessam", que seduzem tanto as crianças quanto os adultos. O best-seller e o blockbuster ideais são histórias supostamente para crianças e adolescentes, mas capazes de conquistar os leitores e os espectadores adultos.
Se consultarmos a lista dos livros mais vendidos de não ficção, a conclusão é a mesma. Como assim? Os ensaios não são o domínio reservado e sisudo dos adultos? Artifício: o sucesso dos livros de autoajuda forçou os jornais a separá-los dos de não ficção, mas, de fato, os mais vendidos de não ficção são os livros de autoajuda. Ora, o texto de autoajuda se relaciona com o leitor como com alguém que precisa e prefere ser guiado, orientado, ajudado a pensar, decidir e agir, ou seja, relaciona-se com o leitor como com uma criança.
Pois bem, Benjamin Barber, no seu novo livro, "Consumido - Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos" (Record), apresenta a infantilização do consumidor não como um acidente cultural momentâneo, mas como a peça chave do espírito do capitalismo contemporâneo.
Barber é convincente e divertido: chegaram os "kidadults", os "criançultos". O drama do dia não é que as crianças sejam alvo do mercado, mas que o mercado esteja transformando os adultos em crianças.
Por que o mercado prefere lidar com "criançultos"? E o que nos predispõe a sermos infantilizados? Uma breve hipótese. Houve, sobretudo a partir da segunda metade do século 20, uma explosão de um tipo especial de amor dos pais pelos filhos, um amor feito de esperanças e expectativas monstruosas (as crianças serão o que quisemos e não conseguimos ser, nada lhes faltará). Esse tipo de amor parental cria consumidores ideais: por exemplo, indivíduos com pouquíssima tolerância à frustração (e alergia à própria ideia de que algo seja difícil ou, pior, impossível) e com uma imperiosa necessidade de satisfação imediata (e alergia a tudo o que posterga: preparação, estudo, reflexão, complexidade, poupança).
Alguém dirá: e daí, qual é o problema? Exemplo. João quer ser rapper na África do Sul e gasta, impulsivamente, o décimo terceiro da mãe na roupa certa para se parecer com seus ídolos. Para ser rapper na África do Sul, talvez fosse mais urgente que ele estudasse inglês seriamente. Mas essa observação poderia entristecer João. Melhor deixá-lo sonhar e confundir sua mascarada com o começo da realização de seu desejo; afinal, ele é feliz assim, não é? Pois é, suposição errada: quem cresce sem nunca se deparar com o impossível ou mesmo com o difícil, acaba, mais cedo mais tarde, vivendo no desespero. Por quê? Simples (como um filme para crianças): ele só consegue atribuir seus fracassos ao que lhe parece ser sua própria impotência.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Entre os mares do sertão

Termina no próximo domingo a viagem marítimo-sertaneja do grupo Teatral Clowns de Shakespeare, em São Paulo, com o espetáculo O capitão e a sereia.

Baseado na obra homônima de André Neves (ed. Scipione), o espetáculo mistura música, tradição e muita criatividade para contar a história de Marinho, um sertanejo que sonha com o mar sem nunca tê-lo visto.
O espetáculo vai até domingo, dia 29, na Unidade Sesi da Vila Leopoldina (SP) com apresentações de 5a a sábado (20h) e no domingo (16h e 19h). A entrada é franca e os ingressos devem ser retirados com 1 hora de antecedência.
Mais informações sobre o espetáculo aqui.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Curta-metragem Portinholas: você conhecia?

Instituto Marlin Azul - 20/10/2007

O filme “Portinholas” foi inspirado no livro de mesmo nome da escritora Ana Maria Machado, que reúne obras de Cândido Portinari e desenhos feitos pela filha da autora, Luísa, quando ainda era criança. Os alunos do Projeto Animação leram o livro e criaram uma personagem (Maria Luísa, uma menina de 14 anos) para passear pelas histórias e ilustrações, que ganharam movimento. O lançamento do curta coincidiu com as comemorações do centenário de nascimento de Portinari (1903-2003), um dos artistas brasileiros de maior projeção internacional. “Portinholas” estreou em 2003 com a trilha sonora executada ao vivo pelos instrumentistas da Banda de Congo Mirim da Ilha e da Orquestra Jovem da Academia de Ensino.

Quer assistir? Clique aqui.

terça-feira, 26 de maio de 2009

A história de A maior flor do mundo

“E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?”
José Saramago

Ontem, em seu blog, José Saramago nos contou um pouco sobre como surgiu A maior flor mundo. Contou também a história da animação baseada no livro, projeto dos galelos Juan Pablo Etcheverry e Chelo Loureiro.
A animação, divulgada aqui no Resumo do Cenário em janeiro deste ano, acaba de ser premiada pelo Festival de Cinema Ecológico de Tenerife. Nas palavras do autor, "são quinze minutos da melhor animação, que o público tem aplaudido em salas e festivais de cinema, como foram, no passado recente, os casos de Japão e Alasca".

As palavras de Saramago e link para o texto completo seguem abaixo.

***

História de uma flor
By José Saramago

"Aí pelos começos dos anos 70, quando eu ainda não passava de um escritor principiante, um editor de Lisboa teve a insólita ideia de me pedir que escrevesse um conto para crianças. Não estava eu nada certo de poder desobrigar-me dignamente da encomenda, por isso, além da história de uma flor que estava a morrer à míngua de uma gota de água, fui-me curando em saúde pondo o narrador a desculpar-se por não saber escrever histórias para a gente miúda, a quem, por outro lado, diplomaticamente, convidava a reescrever com as suas próprias palavras a história que eu lhes contava. O filho pequeno de uma amiga minha, a quem tive o desplante de oferecer o livrinho, confirmou sem piedade a minha suspeita: 'Realmente', disse à mãe, 'ele não sabe escrever histórias para crianças'."

Continue na fonte...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Where the wild things are

Já havíamos falado por aqui sobre a esperada adaptação do clássico.
Agora, o trailer.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

CD para crianças tem Arnaldo Antunes e turma de amigos

Revista Crescer, por Cristiane Rogério

O clima era de pura diversão. Daquelas que acontecem quando a gente reúne os amigos e os filhos e fica aquela criançada toda brincando, rolando no quintal. Só que esta turma de filhos e pais estava reunida para algo ainda mais especial e que CRESCER acompanhou com exclusividade. Era a sessão de fotos para a divulgação do CD Pequeno Cidadão, um projeto de música para crianças feito por quatro amigos: Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra (ex-Ira!), Taciana Barros (ex-Gang 90) e Antonio Pinto, compositor de trilhas sonoras de diversos filmes brasileiros, entre eles Central do Brasil.

Leia mais sobre o lançamento aqui.

* O disco de estréia do Pequeno Cidadão está disponível na íntegra para audição na página do grupo no MySpace, confira aqui.
Além das músicas que compõem o álbum, é possível conferir alguns vídeos de bastidores e entrevistas com os músicos.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Readability - dica da Camila Werner

Costurando Livros - 15/3/09 - Por Camila Werner

Aos leitores on-line:
"Estou ficando viciada em usar readability para ler quase tudo on-line. Para você ter uma ideia:
'Readability é uma ferramenta simples que torna a leitura na Web mais agradavel por remover a bagunça em torno do que você está lendo.' "

A dica está no blog Costurando Livros.
O link direto para a fonte está aqui.

segunda-feira, 30 de março de 2009

O que são "graphic books"?

De acordo com Eliza Dresang, em Radical Change, "um livro que sofre influência digital é chamado de graphic se ele é visualmente incomum ou notável em alguma das seguintes maneiras:

- a cor é amplamente usada para transmitir significado. Cores específicas podem substituir palavras;
- pinturas, mapas ou gráficos desempenham papel predominante em um livro que se espera ter mais palavras que imagens;
- palavras representam sons ou transmitem significado pelo modo como elas são desenhadas ou estão localizadas na página;
- uma mensagem impressa é sobreposta na ilustração, parecendo ser ao mesmo tempo palavra e imagem."

Didart

Aos que entendendem um pouco de inglês ou italiano, vale a pena navegar um pouco no website Didart, promovido pela União Europeia, "Uno spazio dedicato alla formazione, dove è possibile pubblicare esperienze e percorsi didattici sull'arte contemporanea, raccontati attraverso testi e immagini. Proposte per le attività delle scuole, dei musei e delle università. Idee per lavorare con gli strumenti interattivi e multimediali del sito di Didart."

Saiba mais aqui.