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quarta-feira, 13 de abril de 2011

no camiño de Compostela

KALANDRAKA comunicación, 09/04/2011 – via El Mangrullo


La obra titulada El camino de Olaj, de Martín León-Barreto Johnson (Montevideo, 1973; afincado en Guadalajara, España) es la ganadora del IV Premio Internacional Compostela de Álbum Ilustrado, que convocan el Departamento de Educación del Ayuntamiento de Santiago y Kalandraka. El trabajo titulado Al otro lado, de Moisés Yagües Fernández (Murcia, 1972) fue finalista del certamen, mientras que ¿Quién querrías ser?, de Arianna Papini (Florencia, 1965) recibió la mención especial del jurado.

Al IV Premio Internacional Compostela de Álbum Ilustrado se presentaron 374 trabajos procedentes de 19 países, la mayoría desde España. También optaban al galardón proyectos enviados de Italia, Portugal, Argentina, Brasil, Chile, Alemania, Estados Unidos, México y Francia. En menor medida, se presentaron candidatos de Ecuador, Holanda, El Salvador, Hungría, Perú, Rumanía, Rusia, Serbia, Suiza y Uruguay. El ganador de la presente edición recibirá 12.000 euros en concepto de adelanto por los derechos de autor y su obra se publicará en castellano, gallego, catalán, euskera y portugués.

MÁS INFORMACIÓN EN EL [BLOG K]

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Brasil será homenageado em 2014

na Feira de Bolonha
CBL Informa, 05/04/2011

O interesse com que a literatura brasileira foi recebida nas últimas três edições da Feira de Bolonha, fez com que a organização do evento convidasse Karine Pansa, presidente da CBL e Elizabeth Serra, secretaria geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para anunciar o Brasil como país homenageado pela da Feira do Livro de Bolonha em 2014. Foi em 1994 a última vez que o país recebeu esta mesma distinção no evento, voltado para obras infantojuvenis. Karine Pansa ressaltou que a importância do convite de Bolonha, "pois ajuda a fazer mais negócios lá fora e divulgar o mercado editorial brasileiro". A delegação brasileira no evento dedicado ao livro digital contou com 45 editores, foi a maior entre todas, mesmo em comparação com a Itália.

A CBL participou na Feira de Bolonha, com estande organizado pelo Projeto Brazilian Publishers. Durante os quatro dias de feira as editoras participantes do projeto realizaram 335 reuniões comerciais e a expectativa de negócios gerados nos próximos 12 meses é de US$95 mil dólares.

sábado, 2 de abril de 2011

Dia Internacional do Livro Infantil

Nascimento de Hans Christian Andersen!

Para as comemorações 2011, o IBBY convidou Aino Pervik e o ilustrador Jüri Mildeberg para a composição da mensagem e do cartaz em homenagem ao 2 de abril. Leia o texto "A literatura faz lembrar", de Aino Pervik [aqui].

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Um dos prêmios mais doces para brasileiros

Resumo do Cenário, 21/02/2011



A Cosac Naify tem motivos de sobra para comemorar! Segundo Vanessa Gonçalves, do Editorial Infantil e Juvenil, esta é a primeira vez que uma editora brasileira conquista dois prêmios na mesma edição da Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha. E mais do que isso, também é a editora brasileira com o maior número de prêmios na feira: em cinco anos de participação, a Cosac Naify ganhou quatro condecorações (o único registro de um outro prêmio brasileiro foi em 2001 para o livro Nas ruas do Brás, de Drauzio Varella, da Companhia das Letrinhas). Esta aí uma prova de que o investimento da Cosac Naify nos livros infantis tem recebido reconhecimento da crítica especializada igualmente no exterior, concorrendo com a produção editorial mais qualificada da Ásia, da África e da América Latina na categoria "Novos Horizontes".

Além de arrematar o prêmio máximo, com o Mil-folhas, de Lucrecia Zappi, recebeu menção honrosa na mesma categoria por A janela de esquina do meu primo, de E. T. A. Hoffmann, ilustrado por Daniel Bueno. As outras duas menções foram para os livros Lampião & Lancelote (2007), de Fernando Vilela, e Tchibum! (2010), de Gustavo Borges e Daniel Kondo.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cosac Naify traz dois prêmios para o Brasil

da Feira Internacional de Livros Infantis de Bolonha, Itália
CBL Informa, 18/02/2011


O livro Mil-folhas: história ilustrada do doce, da brasileira Lucrecia Zappi e editado pela Cosac Naify, ganhou o prêmio máximo na categoria Novos Horizontes da Feira Internacional de Livros Infantis de Bolonha (Itália). Na mesma categoria, o livro A janela de esquina do meu primo, escrito por E.T.A. Hoffmann e ilustrado por Daniel Bueno (imagem acima), levou menção honrosa. Mil-Folhas é uma história geográfica e literária de vários doces e de receitas de padarias. A autora conta desde quem inventou o chiclete até a importância do açúcar na era Medieval. Os livros “viajaram” à Bolonha e estarão expostos no estande da CBL.

***
Saiba [+] sobre a Feira Internacional de Livros Infantis de Bolonha.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Guia francês destaca

livros infanto-juvenis brasileiros e portugueses
PublishNews, 03/02/2011


Lire en version originale é o mais importante guia de literatura infanto-juvenil em língua estrangeira da França. Publicado pela Biblioteca Nacional, já contemplou obras em alemão, inglês, espanhol, árabe e italiano e indica agora os melhores livros infanto-juvenis escritos em língua portuguesa, mais especificamente os publicados no Brasil e em Portugal. A Cosac Naify é uma das editoras de destaque, com 14 títulos indicados. Entre eles, Psiquê e João Felizardo: o rei dos negócios, de Angela-Lago; Lampião & Lancelote, de Fernando Vilela; e Pedro e Lua, de Odilon Moraes, que acaba de ser vendido para a editora francesa Max Milo. O guia é destinado a professores, bibliotecários e pais, e pode ser comprado por 10 euros. Veja a relação completa dos livros da Cosac Naify indicados na publicação [+].


Resumo do Cenário

O catálogo Lire en V.O. Portugais apresenta as obras de literatura infantil e juvenil divididas nas categorias de álbuns ou livros ilustrados; textos ilustrados; novelas e romances; contos; poesia e textos rimados; e livros informativos (documentários). De Portugal, são homenageados Alice Vieira e António Torrado; do Brasil, Monteiro Lobato, Lygia Bojunga e Angela Lago.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A literatura faz lembrar

Texto de Aino Pervik e cartaz de Jüri Mildeberg (Estônia)
Tradução: Peter O’Sagae




“Quando Arno chegou à escola,
ao lado de seu pai,
as aulas já haviam começado.”


Na Estônia, quase toda a gente conhece esta frase de cor. É a primeira linha de um livro publicado em 1912, Primavera, do escritor Oskar Luts (1887-1953). A obra nos mostra a vida de crianças que vão a escola de uma vila rural no final do século XIX, em meu país. Oskar Luts narra sua própria infância, o personagem Arno é, na realidade, ele mesmo quando criança.

Historiadores costumam pesquisar antigos documentos antes de escrever seus compêndios. Livros de História falam a respeito de fatos que aconteceram, mas neles mal entendemos como era a vida das pessoas comuns. Por sua vez, livros de literatura tornam presentes coisas que você jamais poderia descobrir em velhos documentos, por exemplo, o que pensava um menino como Arno, cem anos atrás, ao ir para escola. A literatura recorda os sonhos das crianças daquela época, coisas que as faziam ter medo, o que as faziam felizes. A literatura também lembra aos pais das crianças quem eles gostariam de ser e o futuro que desejaram para seus filhos.

Naturalmente, hoje também podemos escrever livros inspirados no passado, o que seria apaixonante. Mas um autor de agora não pode mais sentir os cheiros e os sabores, o temores e as delícias de tempos longínquos. O escritor de hoje já sabe o que aconteceu depois e como se esvaiu o futuro das pessoas de outrora.

A literatura evoca o tempo em que foi escrito.

Com os livros de Charles Dickens, entrevemos como era a vida de um menino nas ruas de Londres, em meio ao século XIX, quando Oliver Twist corria por elas. Pelos olhos de David Copperfield — que são os mesmos olhos de Dickens em seu tempo —, podemos ver todo tipo de pessoas que viviam na velha Inglaterra, as relações que mantinham entre si, quais eram as ideias e os sentimentos que influenciavam seu modo de ser. Porque David Copperfield é, de muitas maneiras, Charles Dickens, ele nada precisou inventar — simplesmente sabia de tudo o que escrevia.

É igualmente pelos livros que conhecemos o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e seu amigo Jim, ao descerem o Mississippi no final do século XIX, quando Mark Twain escreveu suas aventuras. Ele tinha um conhecimento profundo sobre o que as pessoas de sua época pensavam sobre si mesmas, pois Twain viveu entre elas. Era uma dessas pessoas.

As obras literárias que foram escritas no passado, junto a quem viveu os velhos tempos, são aquelas que falam das pessoas da maneira mais autêntica. E o livro delas faz lembrar.


* Para o Dia Internacional do Livro Infantil 2011 (2 de abril), o IBBY convidou a escritora Aino Pervik e o ilustrador Jüri Mildeberg da Estônia para a elaboração da mensagem anual e do cartaz comemorativo.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Como uma cigarra, María Elena Walsh



Morre escritora argentina María Elena Walsh
Reuters Brasil, 10/01/2011 – por Guido Nejamkis

BUENOS AIRES - María Elena Walsh, a escritora argentina que musicou a infância de milhões de argentinos com suas canções e seus poemas, morreu na segunda-feira em Buenos Aires aos 80 anos de idade. A autora de El Reino del Revés, La Reina Batata e Manuelita, la Tortuga, personagem levada ao cinema com grande sucesso, também se destacou com coletâneas de poemas e canções para adultos, entre os quais, Como la Cigarra e Serenata para la Tierra de Uno. María Elena Walsh era cidadã ilustre de Buenos Aires; seus poemas e canções são há décadas parte fundamental do acervo cultural argentino.


Resumo do Cenário

Annete Baldi, via Facebook, comentou que a editora Projeto lançará um livro de María Elena Walsh em outubro. “Fica a obra e a tristeza de não poder enviar o livro para ela! Que lástima”!

A revista Cuatro Gatos oferece um generoso [dossiê] sobre a autora.

Mariana Cortez compartilhou o vídeo da canção Como la cigarra, de María Elena Walsh, interpretada ao vivo por Mercedes Sosa.


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Rasurando Mark Twain

Pós-edição: Peter O. Sagae *


A reedição do livro As aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain, gera polêmica e discussão sobre censura nos Estados Unidos. Publicado originalmente em 1884, o romance ganha uma versão em que serão substituídas todas as ocorrências do termo “nigger” (algo como crioulo), tomado como expressão ofensiva na língua inglesa. Segundo o jornal The Guardian, são mais de 200 inserções no texto que traz as peripécias de um menino ao longo do rio Mississippi em meados do século XIX. Apesar de considerada uma das obras fundadoras da literatura americana, nas últimas décadas, Huckleberry Finn tem sido excluído dos currículos escolares por conta de expressões consideradas racistas. Na nova versão, Jim, amigo do personagem principal, será tratado apenas como “escravo”. Igualmente, Injun Joe, assim chamado de modo íntimo e trivial pelos personagens de Twain, passará a ser “Indian Joe” na refacção de Tom Sawyer.

As modificações foram propostas por Alan Gribben, professor de literatura da Universidade Auburn, de Montgomery, Alabama, à pequena editora NewSouth Books. É uma forma de fazer com que os livros voltem a circular nas escolas, disse Gribben ao jornal inglês The Guardian. “Podemos aplaudir a habilidade de Twain, como um grande escritor americano realista, para registrar a fala de uma região particular durante certa época”, declarou Gribben. “Mas isso não muda o fato de que insultos raciais abusivos, combinando diversas conotações de permanente inferioridade, causem repulsa aos leitores de hoje”.

Todavia, a decisão parece esquecer que Twain foi um crítico engajado contra o racismo, tendo apoiado financeiramente organizações de defesa dos direitos civis. Sarah Churchwell, professora da Universidade de East Anglia, diz que a substituição do termo "nigger" compromete o sentido do livro. "O ponto do livro é que Huckeberry Finn começa racista numa sociedade racista, e deixa de ser racista e abandona aquela sociedade. Essas mudanças [na recente edição] significam que o livro deixará de mostrar o desenvolvimento moral do personagem."

Barbara Jones, diretora do Centro pela Liberdade Intelectual da Associação Americana de Bibliotecas, escreveu em seu site: "As 'Aventuras de Huckleberry Finn' foram escritas por um dos observadores e autores mais prolíferos e perspicazes do mundo literário americano dos séculos XIX e XX. Mark Twain não tinha medo de refletir sobre as forças e as fraquezas de seu país. Ele deliberadamente utilizou a palavra 'negro', e não porque ele era racista".


Pós-edição para o Resumo do Cenário, a partir das matérias:
Palavra "negro" é retirada da obra de Mark Twain (E-Band/AFP)
Editora retira termos racistas de romance americano (R7 Notícias)
Editora censura 'nigger' de Huckleberry Finn nos EUA (Prosa Online)
Editora altera clássico de Mark Twain (Folha de S.Paulo/New York Times)
New version of ‘Huckleberry Finn’ will replace n-word with slave (The Inquisitr)
* Ilustração de Edward Winsor Kemble para primeira edição de Adventures of Huckleberry Finn.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Guatemala inédita


Frieda Liliana Morales Barco compartilha com os amigos a publicação de seu livro Balzacs para niños, reunindo artigos e ensaios que surgiram ao longo dos séculos XX e XXI a respeito da literatura infantil e juvenil guatemalteca, ainda inédita para muitos pesquisadores de ‘nuestra’ América, principalmente entre nós.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Words create Worlds

Cartazes da Livraria Anagram (Tchecoslováquia)





Histórias pulam dos livros em campanha de marketing
Pequenas Empresas & Grandes Negócios - 22/02/2010

A livraria tcheca Anagram publicou alguns cartazes em campanha de marketing que completa seu slogan, que diz "Palavras criam Mundos". Os cartazes foram criados pela agência de propaganda Kaspen/Jungv.Matt. Cada uma das figuras ilustra o slogan e mostra cenas de enredos de livros saltando das páginas das publicações. As figuras são detalhadas e oferecerem deslumbre para os observadores. A Anagram fica em Praga, na República Tcheca. Localizada no centro da cidade, a livraria vende livros novos e usados. Para o seu novo slogan, ela contatou a Kaspen/Jungv.Matt, empresa independente que se iniciou em 1991 e conhecida no leste europeu como uma das mais competentes do ramo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Brincadeira de gente grande


Brincadeira ou promoção da editora, não importa: ficou divertidíssimo o filme da editora portuguesa Planeta Tangerina sobre a Feira de Bolonha deste ano. Quem já esteve pelas bandas há de reconhecer as cenas clássicas.




sexta-feira, 2 de abril de 2010

Dia Internacional do Livro Infantil


Em 1965, o International Board on Books for Young People - IBBY instituiu, na data de nascimento de Hans Christian Andersen, o Dia Internacional do Livro Infantil. Ano a ano, o IBBY homenageia o dia com um pôster e uma frase criados por autores de um dos 71 países onde a instituição está presente.

Em 2010, coube à Espanha encabeçar esta celebração como sede do 32º Congresso do IBBY, a ser realizado em Santiago de Compostela, no mês de setembro. O escritor Eliacer Cansino e a ilustradora Noemí Villamuza ganharam o concurso, promovido pela OEPLI, para a confecção do pôster, trazendo-nos o tema: Un libro te espera, búscalo!. Na postagem abaixo, apresentamos uma tradução do texto em homenagem ao Dia Internacional do Livro Infantil.




Um livro espera você, busque por ele!

Texto: Eliacer Cansino Macías. Tradução: Peter O’Sagae

Era uma vez
um barquinho pequenino,
que não sabia,
que não podia
navegar.

Passaram uma, duas, três,
quatro, cinco, seis semanas
e o barquinho
e o barquinho
navegou.

Aprende-se a brincar antes de ler. E a cantar também. Os meninos de minha terra costumavam entoar esta canção, ainda que nenhum de nós soubesse ler. Íamos, em coro, juntos pelas ruas, desafiando o vozeio das cigarras do verão, cantando uma, duas, três vezes a impotência do barquinho que não sabia navegar. Às vezes, fazíamos barquinhos de papel, pondo-os nas poças, e os barquinhos afundavam sem conseguir alcançar a costa.

Eu também era um barco pequeno ancorado nas ruas do meu bairro. Passava as tardes no terraço, observando esconder-se o sol pelo poente, e adivinhava distante — não sabia ainda se distante no espaço ou distante do coração — um mundo maravilhoso que se estendia muito além de meus olhos.

Atrás de umas caixas, num armário de casa, havia também um livro bem pequeno que não podia navegar porque ninguém o lia. Quantas vezes, passei perto dele sem notar sua existência. O barco de papel, preso na lama; o livro solitário, oculto na estante atrás das caixas de papelão.

Um dia, minha mão, buscando algo, tocou a lombada do livro. Se eu fosse livro, contaria assim: “Um dia, a mão de um menino me tocou e eu senti que desfraldava minhas velas e começava a navegar.” Que surpresa quando, por fim, meus olhos encontraram aquele objeto! Era um pequeno livro de capas vermelhas e filigranas douradas que abri, cheio de expectativa, como quem encontra um baú e está ansioso para descobrir seu conteúdo. E não era para menos. Bastou começar a ler para saber que a aventura ali se desdobrava: a valentia do herói, os personagens bondosos, os malvados, as ilustrações com frases ao pé da página que eu olhava mais de uma vez, o perigo, as surpresas... Tudo me transportava a um mundo desconhecido e apaixonante.

Foi assim que descobri: além de minha casa, existia um rio e, depois do rio, havia um mar e, no mar, esperando partir, um barco. O primeiro que me levou se chamava La Hispaniola, mas o mesmo teria acontecido se o seu nome fosse Nautilus, Rocinante, ou o navio de Simbad, a barcaça de Huckleberry... Todos eles, por mais que passe o tempo, estarão sempre à espera de um menino — que seus olhos abram suas velas e os façam zarpar.

Então, não espere mais, estique seu braço, pegue um livro, abra-o e leia: descobrirá, como na canção de minha infância, que, por menor que seja, não existe barco que, em pouco tempo, não aprenda a navegar.


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Amanhã, Mañana, Mañá, Tomorrow, Αύριο, Demain,

Holnap, Jutro, Homme, Demà, 明日, Zítra, Morgen, วันพรุ่งนี้, מחר
Planeta Tangerina (Portugal) - 1º/04/2010

Mais dois livros

de Lygia Bojunga na Espanha
O Globo, 27/03/2010 - por Mànya Millen e Miguel Conde

A editora SM, que comprou os direitos de publicação na Espanha das obras completas de Lygia Bojunga (são 22 títulos ao todo), acaba de lançar por lá mais dois livros da escritora brasileira: Clase de inglés (128 pp., 11,20 euros) e Mi amigo pintor (128 pp., 11,20 euros), informa a coluna No prelo. As edições espanholas seguem o projeto gráfico criado por Lygia para sua obra, publicada no Brasil pela Casa Lygia Bojunga, criada pela escritora após receber em 2004 o importante prêmio sueco Astrid Lindgren.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Feira do Livro Infantil de Bologna



Treze editoras participam da Feira de Bologna
CBL Informa, 04/03/2010 - Redação

A mais importante feira infanto-juvenil do mundo, aberta somente para os profissionais do mercado editorial, acontece de 23 a 25 de março. Um dos estandes brasileiros na Feira do Livro Infantil de Bologna será organizado pela CBL em parceria com a Apex-Brasil, por meio do projeto setorial Brazilian Publishers, com área de 96m². O outro ficará a cargo da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), que já organiza a participação do Brasil na feira desde 1974. Por conta do perfil do evento, o espaço será montado para atender essencialmente a encontros de negócios entre editores. As empresas que estarão presentes são: Callis, Cosac Naify, DCL, Elementar, FTD, Manole, Melhoramentos, Pallas, Panda Books, Pinakotheke, Positivo, Rideel e Todolivro. Juntas, elas apresentarão mais de 809 títulos e 1.181 exemplares de livros.

Os vencedores de Bologna 2010

Planeta Tangerina - 01/03/2010




Os vencedores dos Bologna RagazziAwards 2010 já foram anunciados:

- Na Categoria Fiction: De Boomhut (editora Lemniscaat, Holanda)
- Na Categoria Non-Fiction: The Riverbank (editora The Creative Company, EUA)
- Na Categoria New Horizons: Do! (editora Tara Books, Índia)
- Na Categoria Opera Prima: There was an old lady who swallowed a fly (Chronicle Books, EUA)



Imagens e informações sobre todos os premiados e menções especiais, aqui. Vale a pena clicar em "What the jury said" junto a cada livro para conhecer melhor "the reasons behind the choice" (aprende-se sempre alguma coisa importante). Este ano, fizeram parte do Júri: Antonio Faeti, Ginette Caron e Jacob Hope. Para saber quem são e o que fazem os jurados deste ano, aqui.

sábado, 13 de março de 2010

Crianças brasileiras são sortudas!

PublishNews - 12/03/2010 - por Luciana Melo

Professoras de Tchechelnik, na Ucrânia, cidade natal de Clarice Lispector, pediram para providenciar a tradução das obras infantis de Clarice para o idioma local. O desejo delas foi revelado pela professora de literatura Nádia Battella Gotlib, durante palestra na última quarta-feira na Livraria da Vila. Segundo a professora de literatura, a única obra traduzida para o russo é A cidade sitiada, destinada aos adultos.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mais espanhóis chegam ao Brasil

PublishNews - 09/12/2009 - Por Ricardo Costa

Não é que os espanhóis continuam cruzando o Atlântico, rumo ao Brasil? Durante a Feira Internacional do Livro de Guadalajara, encerrada em 6/12, a editora espanhola Kalandraka e a brasileira Callis firmaram sociedade para a criação da Kalandraka Brasil. A Callis tem em seu catálogo vários livros contratados da Kalandraka, mas a nova editora chega com o propósito de produzir livros do tipo álbuns ilustrados, com capa dura e acabamento de alta qualidade, que são exatamente o mesmo tipo de produto da Kalandraka na Espanha. A nova editora hispano-brasileira vem a todo vapor em 2010, com o objetivo de lançar dez títulos durante o ano. “Os primeiros títulos devem sair em agosto, antes da Bienal”, conta Miriam Gabbai, da Callis. “A Callis e o Instituo Callis continuam a existir e a produzir como sempre fizeram. Os sócios da Kalandraka Brasil são a Kalandraka Espanha e a Callis, não as pessoas físicas dessas empresas”, explicou Miriam ao PublishNews. Os primeiros lançamentos da Kalandraka tupiniquim devem ser os ganhadores do Prêmio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados de 2009 – Cerca, de Natalia Colombo, e Un gran sueño, de Felipe Ugalde – além dos ganhadores da 3ª edição do prêmio, que serão conhecidos em abril de 2010. A Kalandraka já está presente em Portugal e Itália, com a marca Kalandraka mesmo, e no México, onde é sócia da Callis na editora Libros para Soñar. “A entrada da Kalandraka no Brasil atende ao interesse da empresa de aprofundar sua relação com os países lusófonos, com os quais existem laços históricos e culturais”, afirma texto da editora em seu site espanhol.