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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Uma estrela no céu sobre o barco...

Resumo do Cenário, por Peter O'Sagae

A noite do 6º Prêmio Barco a Vapor, promovido pela Fundação e Edições SM, trouxe ao "convés" do Centro Cultural Itaú, na Avenida Paulista, a luz e a alegria de Stella Maris Rezende, com o texto A menina guardiã dos segredos de família, a ser publicado no próximo ano.

À nossa primeira impressão, trata-se de uma obra com uma estrutura desafiadora e contemporânea que, rompendo com o caráter linear, promove a rarefação da narrativa. Uma ficção rica em recursos de linguagem e intervalos silenciosos (na ação, nos diálogos) para o leitor resgatar e recompor a história. Há um modo musical de narrar e construir as cenas que mescla o registro poético com um quê de roteiro teatral para apresentar personagens e suas falas. Mais que um nome ou uma função, os personagens erguidos por Stella Maris Rezende possuem a força de arquétipos a sobreviver sobre os medos, rancores e sonhos. Texto leve, contudente, com boas supresas, riso e reflexão.

Logo mais, fotos e outras informações a respeito do evento deste 23 de agosto ;-)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Mais uma noite "no" Barco a Vapor

Resumo do Cenário

Terminada a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a segunda-feira já está reservada para um novo evento: é a entrega do 6º Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil, promovido pela Fundação SM. Em cerimônia para convidados e imprensa, na noite de 23 de agosto, então, ficaremos sabendo qual o título da obra vencedora e quem a escreveu, destacando-se do volume de 597 trabalhos inscritos.


No ano passado, foi a vez da escritora e ilustradora Mariângela Haddad tornar-se a mais nova tripulante ao comando das aventuras na coleção Barco a Vapor, com O sumiço da pantufa (Edições SM, 2010). [saiba mais e veja as fotos]

quarta-feira, 17 de março de 2010

6º Prêmio Barco a Vapor

registra mais de 500 inscrições
Edições SM - 17/03/2010

O maior prêmio brasileiro destinado a originais inéditos de literatura infantil e juvenil, o Prêmio Barco a Vapor, registrou 557 inscritos na sua sexta edição. As inscrições encerraram-se em fevereiro. O Prêmio é promovido pela Fundação SM em todos os países onde o Grupo SM atua. O ganhador da edição brasileira será divulgado no segundo semestre de 2010 e receberá R$ 30 mil em dinheiro, referente ao adiantamento de direitos autorais, além de ter sua obra publicada por Edições SM.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Fraque e claque para aventura

Fotos e montagens: Peter O'Sagae. Clique para ampliá-las.


Esio Magalhães dá vida a um inadvertido escritor-clown que vem trazer um manuscrito para o júri do Barco a Vapor — justamente na noite de entrega do prêmio! Ele não havia lido o regulamento... Sem poder participar do concurso, resta-lhe uma oportunidade e faz-se mestre de cerimônias. Mas, antes, ele precisa vestir-se adequadamente ;-)

Quinta-feira, 3 de setembro, no auditório do Itaú Cultural, em São Paulo, foi anunciado o texto vencedor da quinta edição do Prêmio Barco a Vapor, promovido pela Fundação SM.

5º Prêmio Barco a Vapor




Concorrendo com 872 textos inéditos para crianças e jovens, O sumiço da pantufa, de Mariângela Haddad, é o título vencedor do 5º Prêmio Barco a Vapor. Revelando-se agora como escritora, Mariângela é arquiteta, tradutora e reconhecida ilustradora de literatura infanto-juvenil, tendo realizado os primeiros trabalhos na área ainda na década de 1980. Ela recebeu troféu e R$ 30 mil reais a título de adiantamento de direitos autorais; o troféu foi entregue pelo jornalista e músico Délcio Teobaldo, vencedor do ano anterior e, que, coincidentemente, nasceu na mesma cidade que Mariângela Haddad: Ponte Nova, Minas Gerais.

A cerimônia contou com a presença de Tadeu di Pietro, diretor do Centro de Programas Integrados da Funarte, representando o ministro da Cultura Juca Ferreira, e do diretor geral do Grupo SM, Javier Cortés (foto). Segundo ele, "o Prêmio Barco a Vapor representa a consolidação do projeto cultural e educacional do Grupo SM no Brasil e nos demais países onde a SM atua" (Chile, México, Argentina, Porto Rico, República Dominicana, Colômbia, Peru e Espanha). "Por estimular a formação de leitores, o Prêmio Barco a Vapor se configura como um instrumento de transformação social", afirmou Cortés.

O prêmio, que na Espanha existe desde 1978, chega à quinta edição no Brasil, firmando-se como o maior prêmio brasileiro destinado a originais de literatura infantil e juvenil. Neste ano, excepcionalmente, o júri — composto por Fabio Weintraub, Luiz Ruffato, Nilma Lacerda, Ruth Rocha e Vilma Áreas — concedeu ainda uma menção honrosa a Suzana Montoro, pelo romance O outro em mim.

O sumiço da pantufa

Informações: Edições SM


Ilustração de Mariângela Haddad para o livro Eu, de Hildebrando Pontes (Dimensão).

O sumiço da pantufa, de Mariângela Haddad, é o primeiro título vencedor a ser publicado na série branca da coleção Barco a Vapor (para leitores iniciantes, a partir dos 6 anos). A história narra um caso de mistério contado a partir de diferentes pontos de vista. A cada parágrafo, sempre iniciado pelo bordão "foi assim", o foco narrativo muda, dando voz a personagens humanos, animais e até elementos inanimados, como sapatos e pantufas.

O caso é simples: em apartamento novo, para o qual se mudou recentemente uma família (casal com filha única), desaparece a pantufa da mãe. A alternância dos pontos de vista vai esclarecendo o sumiço: pai e mãe foram ao cinema e voltaram tarde da noite. No meio da madrugada, por causa de uma briga de gatos, o pai, bêbado de sono, agarra o primeiro objeto que encontra e o atira pela janela, na direção do barulho. Na manhã seguinte, não se lembra de nada. Dentro da pantufa, aloja-se um filhote de gato. Por fim, a pantufa com o gato, encontrada pelo marido da empregada, retorna a casa (para alegria da filha do casal, que exulta com o novo inquilino).

A história, circular e descontínua, alude a vários aspectos da experiência — que vão desde diferenças sociais até a desestabilização emocional causada pela perda de um objeto (a pantufa) ou de uma mãe (para o gatinho). De maneira inteligente, a trama gira como um brinquedo e vai se armando aos poucos, ao longo da leitura, com o distanciamento imposto pelo "foi assim". Uma leitura divertida que pode agradar a crianças de várias idades.

Noite de surpresas


Mariângela Haddad foi recepcionada no palco com confete e bolhas de sabão. Na foto, a vencedora e o mestre de cerimônias, Vilma Áreas e Luiz Ruffato, integrantes do júri, e os vencedores das edições anteriores do Prêmio Barco a Vapor: Délcio Teobaldo, Caio Riter, Gláucia Lewicki e Flávio Carneiro.

A voz e as mãos de Délcio Teobaldo trouxeram um ponto de jongo para a noite de confraternização: vunjis, erês, pivetins, meninos somos todos nós. Ritmados.


O evento marcou também a abertura de inscrições para o 6º Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil, que vão até 19 de fevereiro de 2010.

domingo, 30 de agosto de 2009

Countdown para o Barco a Vapor


A partir deste domingo até a quinta-feira, Dobras da Leitura começa a contagem regressiva para a partida de mais uma aventura a bordo do Barco a Vapor. No dia 3 de setembro, em cerimônia realizada em São Paulo, será revelado ao público o vencedor da 5ª edição deste importante prêmio da literatura infantil e juvenil.

Promovido pela Fundação SM, nos anos anteriores, o Prêmio Barco a Vapor distinguiu os textos O rapaz que não era de Liverpoll, de Caio Riter, Era mais uma vez outra vez, de Gláucia Lewicki, A distância das coisas, de Flávio Carneiro, e Pivetim, de Délcio Teobaldo. Para lembrar o momento da celebração e os caminhos depois abertos, Dobras da Leitura pediu a cada autor um depoimento a respeito da importância do prêmio em suas carreiras. Diariamente, às 20h, os pequenos relatos serão publicados na Página de Rostos da LIJ, com link direto para comentários sobre as obras premiadas. Acompanhe o countdown neste link.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

terça-feira, 14 de outubro de 2008

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

‘Pivetim’ sobe ao Barco a Vapor

Resumo do Cenário


Délcio Teobaldo é o quarto autor brasileiro a vencer o Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil, promovido pela Fundação SM; seu nome foi anunciado, ontem, dia 26 de agosto, em cerimônia realizada no SESC Vila Mariana, na cidade de São Paulo.

O júri final, nesta edição do Prêmio Barco a Vapor, contou com a presença e a palavra de três escritores de ficção — Cristóvão Tezza, Marina Colasanti e Nilma Lacerda, além da gerente editorial Dolores Prades, representante do Grupo SM, e do lingüista Luiz Percival Leme de Britto. Concorrendo com 540 outras obras, Pivetim entregou a Délcio Teobaldo o bilhete de um dos melhores embarques literários em nosso país: a publicação do texto na coleção Barco a Vapor e R$ 30 mil, em termos de adiantamento dos direitos autorais, confirmando assim o intuito de incentivar a produção literária nacional e promover a leitura entre crianças e jovens de 6 a 13 anos.

A cerimônia de ontem foi aberta com a participação do grupo de teatro Os Satyros que, com simplicidade técnica e lances de humor, relembrou ao púbico quais são os direitos do leitor, conforme prescreveu Daniel Pennac (1992). Acompanhada por viola e acordeão, a cantora Vanessa Bumagny apresentou um tema inspirado em muitas possibilidades do que é ler, enquanto o diretor geral do Grupo SM no Brasil, Igor Mauro, enfatizou o lançamento da campanha ‘O Direito de Ler’ que objetiva promover a dimensão educativa e política da leitura, ao mesmo tempo em que são comemorados 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos. Na seqüência, o pedagogo e escritor Antônio Carlos Gomes da Costa fez uma palestra com muita pertinência ao tema celebrado da noite, porém estendendo-se demais para a ocasião.

Dolores Prades, então, fez o anúncio do vencedor do 4º Prêmio Barco a Vapor e Délcio Teobaldo subiu ao palco, trazendo uma fala ritmada de consciência social e literária.

Odila Bottura, da Fundação SM, Délcio Teobaldo e Virgínia, a simpática esposa e primeira leitora do vencedor do IV Prêmio Barco a Vapor. Noite de 26 de agosto de 2008, em São Paulo.
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— Sai dessa, mermão!

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A voz da fome sempre traz seus pés para o chão, mas desta vez não quer ouvi-la. Ainda guarda na memória a última vez em que lhe deu ouvidos. Não faz tanto tempo assim. Semana passada. Começou como agora. Falando, falando e, com a fala, o desespero dando nós nas tripas. Que a fome, quando assume o comando, é assim: mistura a razão com o sentimento. Não separa anjo de arcanjo, como a sua avó ensinou tantas vezes. Daí, não pensou duas vezes. Viu o casal de longe, vindo pelo canto da praça. “Ê gente que num aprende mesmo. Andar na praça é só no meio da rua. De noite, debaixo da luz do poste.” Pois é. O casal veio vindo...

Fragmento do romance de Délcio Teobaldo, vencedor do 4º Prêmio Barco a Vapor.
Segundo Edições SM:

“Mesclando passado e presente, realidade e delírio, Pivetim conta o cotidiano vivido por ele e outros meninos de rua. Cheio de agruras e sofrimentos, o relato do garoto mostra sua dura realidade: a violência urbana, a fome, o desamparo etc. Diante desses obstáculos, os meninos são obrigados a elaborar estratégias de sobrevivência, com regras e leis próprias. E apesar desse ambiente desfavorável e sem perspectivas, surgem laços de amizade e solidariedade.”
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Novo tripulante

Resumo do Cenário

Poder entrar e viajar na coleção Barco a Vapor, através da premiação a textos originais promovida pela Fundação SM, é uma honra que os escritores brasileiros têm descoberto, ano a ano. Depois do gaúcho Caio Riter (2005), da niteroiense Gláucia Lewicki (2006) e do goiano Flávio Carneiro (2007), radicado no Rio de Janeiro, chega o mineiro Délcio Teobaldo que também buscou destino bem perto do mar, carioca por adoção.

Jornalista, escritor, professor de comunicação social, roteirista, diretor de televisão, documentarista, músico e etnomusicólogo — Délcio Teobaldo é o homem das sete surpresas que se pode descobrir tão logo se busca seu nome pela Internet. Vale a pena começar com a apresentação que é feita do artista e arteiro, em uma entrevista publicada no espaço Fala, Criança!

[...] de raízes profundas, perpetuadas através de sua família, retrato de um Brasil miscigenado, rico em expressões culturais. Neto da batuqueira angolana, Eva Paulina de Jesus; da cirandeira portuguesa, Angelina Maria dos Santos e do caboclo contador de histórias, Luiz Sabino Soares. Filho da camponesa e benzedeira, Maria Luzia e do dançador de caxambu e caboclinho, José Teobaldo. Délcio nasceu em Ponte Nova, zona da mata mineira, ouvindo ladainhas, congadas, fulôs, cantos de calamboteiros e de lavadeiras. Por isso mesmo sua vida se fundamenta nesses contos, ritmos e festas; no requinte dos doces e licores portugueses do Algarve; no poder dos chás, das benzas e ungüentos da tradição guarani-banta [...]

Na noite de premiação, a fala de Délcio trouxe sacis com Machado de Assis, Xangô, Oxóssi, Ogum, brasis, crises e inserção social, leitura, educação, um mundo que se abre, num arranjo muito bom de combinar referências e ouvir. E o convite foi feito: colocar o improviso em parágrafos para os amigos de Dobras da Leitura!

Plantando idéias na literatura infantil e juvenil, Délcio Teobaldo não é certamente nenhum estreante. Seu primeiro livro foi publicado em 1995 — Isto é coisa da idade, e depois vieram Palavra puxa prosa (2000) e Quatro trancados no quarto (2003), todos três lançados pela Miguilim, uma importante editora em nossas letras, embora tímida na promoção de seus livros, que nasceu dos esforços de Ana Maria Clark Peres, Maria Antonieta Antunes Cunha e Terezinha Alvarenga. Pivetim, certamente, deverá ser publicado em meados de 2009.

Do álbum de Anibal Bragança:Jardel Jr., Aníbal Bragança e Délcio Teobaldo, na Livraria Pasárgada - Rio de Janeiro.

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quarta-feira, 21 de maio de 2008

A distância das coisas

Fundação SM - Comunicação - Rebeca Mesa - 19/05/2008

Edições SM lança A distância das coisas, vencedor do III Prêmio Barco a Vapor, no Salão do Livro da FNLIJ. Livro de Flávio Carneiro surpreende pela abordagem de um dos mais difíceis desafios enfrentados pelo homem: a perda dos pais

O Salão do Livro da FNLIJ será palco do lançamento de um dos mais aguardados títulos infanto-juvenis de 2008. Na segunda-feira 26 de maio, às 14h, o escritor e crítico goiano Flávio Carneiro apresentará no Espaço de Leitura sua obra A distância das coisas, que chega ao mercado com o mérito de ter sido o original vencedor do III Prêmio Barco a Vapor, em 2007. A obra promete encantar pela linguagem direta, sem subterfúgios, mas ao mesmo tempo leve, com que trata de um dos temas mais difíceis da existência humana, a perda dos pais.

A distância das coisas conta, em primeira pessoa, a história de Pedro, que perdeu seu pai quando ainda era pequeno e, agora, aos 14 anos é avisado pelo tio, que sua mãe não sobrevivera a um acidente de carro. Seu drama não acaba aí. Sem ter permissão para acompanhar o enterro, passa a se questionar se a mãe realmente morreu, e começa a remexer as memórias de sua vida. Vai, ainda, atrás do ex-namorado da mãe, para resgatar os momentos que passou com ela.

A técnica narrativa do experiente Flávio Carneiro provoca um forte sentimento de identificação com o protagonista. O leitor passa a acompanhar de perto suas dúvidas, angústias e projetos. Cria-se uma atmosfera de suspense que aos poucos é resolvida com as estratégias elaboradas por Pedro para saber a verdade.

A distância das coisas foi escolhido entre quase 550 textos literários inscritos na terceira edição do maior prêmio brasileiro para inéditos na área infantil e juvenil. Goiano, Flávio Carneiro nasceu em 1962, e se mudou para o Rio de Janeiro no início dos anos 1980. Escritor, crítico literário, roteirista e professor de literatura, Flávio já escreveu dois roteiros para o cinema e é autor de vários livros. Pela SM, publicou Prezado Ronaldo em 2006. É ganhador de alguns prêmios literários; entre eles o Prêmio Octavio de Farias (Melhor livro de contos), da União Brasileira de Escritores, e recebeu o selo “Altamente recomendável para o jovem”, concedido pela FNLIJ.

Foto adicional: Flávio Carneiro, na noite de 12 de setembro de 2007: cerimônia de entrega do III Prêmio Barco a Vapor, em São Paulo © Resumo do Cenário.
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quarta-feira, 14 de maio de 2008

A distância das coisas

ConviteO livro conta, em primeira pessoa, a história de Pedro, que perdeu seu pai quando ainda era pequeno e, agora, aos 14 anos, é avisado pelo tio que sua mãe não sobrevivera a um acidente. O original foi escolhido entre quase 550 textos literários inscritos na terceira edição do maior prêmio brasileiro para inéditos na área infantil e juvenil.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Inscrições vão até sexta-feira

PublishNews - 28/02/2008

Os interessados em inscrever obras inéditas de ficção destinadas a leitores de 6 até 14 anos para o 4º Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil, tem até esta sexta-feira (29/02). A SM, criadora do prêmio, também poderá contratar originais inscritos e recomendados pelo júri, nos meses subseqüentes à nomeação do vencedor. O último vencedor foi o escritor, crítico literário, roteirista e professor de literatura goiano Flávio Carneiro com o original A distância das coisas - que foi escolhido entre quase 600 textos literários inscritos para a terceira edição do maior prêmio brasileiro para inéditos na área infantil e juvenil. Acesse o regulamento »



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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

3º Prêmio Barco a Vapor, o Vencedor

Resumo do Cenário

Noite de 12 de setembro: no hall de entrada do Espaço Promon, em São Paulo, os olhares procuravam pistas que denunciassem o possível vencedor, ou vencedora, do 3º Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil, promovido pela Fundação SM. Talvez, muitos buscassem por aquelas pessoas com certo ar apreensivo, sabendo-se finalistas do grande concurso. Mas, no meio de tantos convidados, todos pareciam à vontade, conversando... E ele estava lá, ao lado de Reynaldo Damásio ou João Anzanello Carrascoza. Quem poderia imaginar?

Suspense mantido até o último momento. Neste ano, o júri do prêmio foi composto pelo escritor Bartolomeu Campos de Queirós, a editora Claudia Mesquita, o romancista Cristóvão Tezza, Ezequiel Theodoro da Silva, presidente da ALB, e o jornalista Marcelo Coelho que subiu ao palco e anunciou o nome de Flávio Carneiro, autor do texto original A distância das coisas, recebendo o troféu das mãos de Gláucia Lewicki, vencedora do 2º Prêmio Barco a Vapor.

Escritor, crítico literário, roteirista e professor de literatura da UERJ, Flávio Carneiro é goiano e há muitos anos vive no Rio de Janeiro. Já possui dez obras publicadas e, na literatura juvenil, é autor de Edições SM, com o título Prezado Ronaldo (2006). Texto inédito, A distância das coisas foi selecionado entre 592 obras enviadas ao concurso e conta a história de um adolescente que vive com o tio, após a morte de sua mãe, mas desconfia de que as pessoas à sua volta não estejam contando a verdade... Mas, vamos ter de aguardar a publicação do livro para descobrirmos a revelação deste segredo.

No dia 14 de setembro, Flávio Carneiro participa do Café Literário, na XIII Bienal Internacional do Rio de Janeiro, às 19h, discutindo o Panorama da literatura brasileira: a narrativa, a cultura contemporânea e a crítica, juntamente com Augusto Massi, Beatriz Resende e Fábio Lucas.


Em tempo: já estão abertas as inscrições para o
4º Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil!

Saiba mais » A bordo do Barco a Vapor
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A Noite do 3º Prêmio Barco a Vapor

Assessoria de Comunicação - Rebeca Mesa
Fragmento do Press-Release à Imprensa

Flávio Carneiro levou o troféu que simboliza o prêmio e R$ 30 mil reais, a título de adiantamento de direitos autorais. Em sua fala, o escritor ressaltou a importância de receber um prêmio com nomes como o de Bartolomeu Campos de Queirós no júri, e o próprio nome Barco a Vapor. “Como na literatura, sabemos de onde partimos, mas não aonde vamos chegar”, disse Flávio, que já tem um livro publicado por SM (Prezado Ronaldo, Coleção Barco a Vapor, série Laranja).

A entrega do prêmio teve como mestre de cerimônias à autora e ilustradora Carolina Cunha, e apresentações dos músicos africanos Fanta Konatê e Petit Mamady Keita (da Guiné), e da cantora brasileira Fabiana Cozza, em uma homenagem ao legado africano na cultura brasileira. Representando o Grupo SM, esteve presente o diretor editorial corporativo de Literatura Infantil e Juvenil, José Luis Cortés, que ressaltou a relevância do Prêmio para o Brasil e para os oito países ibero-americanos onde é realizado.
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Canções que cruzam o Atlântico

Resumo do Cenário

Música e dança da República da Guiné: a cantora Fanta Konatê e o percussionista Petit Mamady Keita, na noite do 3º Prêmio Barco a Vapor, em São Paulo, 12 de setembro de 2007.

A cantora brasileira Fabiana Cozza, acompanhada pelo violão de Alessandro Penezzi.

Fanta Konatê e Fabiana Cozza à roda das crianças.
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sábado, 8 de setembro de 2007

A Bordo do Barco a Vapor

Resumo do Cenário


Da Espanha aos mares do outro lado do Atlântico, um barco a vapor trouxe promessas de livros, aventuras e emoções com sua imagem romântica, aportando no México e na Argentina, chegando ao Brasil em 2004. Por aqui, já conheceu e revelou novos afluentes da literatura infantil e juvenil contemporânea: em três anos, três generosos concursos firmam a excelência do Prêmio Barco a Vapor, promovido pela Fundação SM, com sua proposta de reconhecer e publicar textos inéditos de autores brasileiros — que são, às vezes, também inéditos para um grande público de leitores. A cada edição, o escolhido tem recebido um prêmio de R$ 30 mil, em caráter de adiantamento dos direitos autorais, além de assegurar seu passaporte para uma história recente da literatura infantil e juvenil brasileira.

Em 2005, o escritor gaúcho Caio Riter venceu 513 originais. A partir de então, começou a travessia do autor, junto aos leitores e por várias editoras que o tem publicado, como a viagem de O rapaz que não era de Liverpool que conquistou mais o Prêmio Orígenes Lessa - O Melhor para o Jovem 2007, conferido pela FNLIJ, além de ser selecionado para o catálogo White Ravens 2007, organizado pela Biblioteca Internacional da Juventude de Munique. Mas, juntamente ao livro de Caio Riter, outros oitos títulos foram recomendados pelo júri e contratados pelas Edições SM.

O júri do primeiro Prêmio Barco a Vapor foi composto principalmente por professores e especialistas em literatura, não necessariamente relacionados com o universo da literatura infantil e juvenil, o que vem reforçar o nível de exigência durante o processo de leituras e seleção. Em 2005, participaram Milton Hatoum (escritor), Marisa Lajolo (escritora, pesquisadora e professora de Teoria Literária na Unicamp e Mackenzie), Iumna Maria Simon (professora de Teoria Literária e Literatura Comparada na USP), Edmir Perrotti (editor e vice-chefe do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da USP) e Alexandre Faccioli (na época, diretor editorial de Edições SM).

Despistando 592 concorrentes, a carioca Gláucia Lewicki recebeu as honras do 2º Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil. Era mais uma vez outra vez foi eleito o melhor livro pelo júri do ano passado, formado por Moacyr Scliar (escritor e membro da Academia Brasileira de Letras), Iumna Maria Simon, novamente, Marcelo Coelho (escritor e jornalista), Tânia Rösing (coordenadora da Jornada Literária Nacional e professora da Universidade de Passo Fundo) e Fábio Weintraub (poeta e editor da equipe de Edições SM). Certamente, a história de outras viagens de Gláucia Lewicki ainda está por começar.

E faltam poucos dias para conhecermos mais um tripulante do Barco a Vapor — o prêmio que, fixando aqui sua âncora, ganhou um coração brasileiro. Na noite de 12 de setembro, a Fundação SM e Edições SM fazem o anúncio do vencedor de 2007, em cerimônia realizada em São Paulo.

E, logo após, estarão oficialmente abertas as inscrições para o 4º Prêmio Barco a Vapor, com o objetivo de dar continuidade ao projeto de fomento à produção literária brasileira, descobrindo novos talentos ou consagrando autores já publicados de obras destinadas a crianças e jovens. Buscando reconhecer e estabelecer um padrão literário de qualidade, Edições SM têm se destacado no cenário editorial, conquistando o reconhecimento do público e da crítica, além de prêmios outorgados pela FNLIJ e pelo Jabuti/CBL, com títulos cada vez mais consistentes, apresentando enredos que equilibram sofisticação e limpeza do discurso com um pacto de ficcionalidade que jamais se rompe diante dos olhos dos leitores, qual seja o mundo e os personagens trazidos à fantasia ou pelo realismo cotidiano.


P.S. O rapaz que não era de Liverpool, de Caio Riter, foi comentado em Dobras da Leitura 40, e Era mais uma vez outra vez, de Glaucia Lewicki, na edição 44. Ambos os títulos fazem parte de Nossa Biblioteca - Autores e Obras A-Z.
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