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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Antonieta Cunha está a frente

do Plano Nacional do Livro e Leitura
CBL Informa, 02/06/2011


À frente do Plano Nacional do Livro e Leitura, vinculado aos Ministérios da Cultura e da Educação, Antonieta Cunha é a nova Secretária-executiva do PNLL e terá o desafio de contribuir para democratizar o acesso ao livro no Brasil.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Plano de livro e leitura perde secretário

O Globo, 10/04/2011 - por Miguel Conde

Desde 2006 à frente do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL), José Castilho Marques Neto entregou o cargo na última quarta-feira fazendo críticas à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e ao presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim. Numa carta enviada à ministra, com quem tenta sem sucesso encontrar-se desde o início do governo Dilma, Castilho questiona a “concentração de toda a gestão da política de leitura na FBN”. A decisão, firmada num decreto ainda a ser assinado pela presidente, subordina o PNLL, responsável pela formulação de políticas e metas na área do livro e da leitura, ao presidente da FBN, que passa a abrigar também a Diretoria do Livro e da Leitura do Ministério da Cultura (MinC). Em entrevista ao Globo, Castilho diz que a concentração de atribuições na FBN é um erro e não existe em outros países.

Ministério rebate acusações

Procurado pelo Globo, o presidente da Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, não quis comentar as críticas de José Castilho Marques Neto. O Ministério da Cultura divulgou uma nota em resposta à carta de demissão de Castilho: “A unificação das políticas de Livro, Leitura e Literatura sob uma mesma área dentro do Ministério da Cultura indica compromisso da atual gestão em fortalecer essa política pública. E entre os órgãos do Sistema MinC é a Fundação Biblioteca Nacional que atua diretamente com esse tema, numa interface evidentemente mais pertinente ao universo dos envolvidos nessa política: escritores, bibliotecários, editores, professores, organizações de fomento à leitura, livreiros etc. Finalmente, não é correto afirmar que um problema de agenda da ministra denote descaso com uma política.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Disputa cada vez mais apertada pelo PNBE

O Estado de S. Paulo, 19/02/2011 - por Raquel Cozer

Está cada vez mais acirrada a disputa de editoras para emplacar livros no Programa Nacional de Biblioteca na Escola (PNBE), que garante a compra de grandes tiragens pelo governo. Conforma a coluna Babel, pela primeira vez, o número de casas inscritas superou em muito o de títulos a serem selecionados para distribuição em escolas federais. O edital para 2012, encerrado no dia 4, atraiu 301 editoras, com um total de 3.059 obras inscritas, sendo que 250 títulos serão escolhidos. Em 2006, apenas 165 editoras manifestaram interesse. Em geral, segundo Rafael Torino, diretor de ações educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, de 60 a 90 editoras têm livros selecionados.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Bibliotecas, Livros, Leitura e Literatura em pauta!


A construção de um Brasil leitor é um trabalho conjunto que envolve governo e sociedade civil. O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) mostra em seu Mapa de Ações a pluralidade de atividades e intervenções em prol da disseminação do livro e da leitura no país. Neste contexto, destaca-se o papel preponderante das bibliotecas públicas e comunitárias no incentivo e no acesso gratuito à leitura. Alinhados com o propósito de elevar cada vez mais o número de leitores no Brasil, o Governo do Estado de São Paulo - Secretaria de Estado da Cultura e Governo Federal - Ministério da Educação - Ministério da Cultura - Plano Nacional do Livro e Leitura, se unem, novamente, para a realização do “III Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias” e “III Fórum Nacional do Livro e Leitura” que acontecerá no período de 19 a 21 de agosto de 2010, em paralelo à 21ª. Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Anfiteatro Elis Regina, no Palácio das Convenções do Anhembi, na cidade de São Paulo, SP.

Como ocorrido nas edições anteriores o evento reunirá profissionais e pessoas interessadas em compartilhar experiências, interagir com novos projetos, integrar-se com novas ações, conhecer novas alternativas de atuação e enfrentar novos desafios. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site [www.bibviva.com.br]. Presenças confirmadas: Moacyr Scliar, Ronaldo Correa Brito, Ademir Assumpção, Joaquim Maria Botelho, Ricardo Azevedo, Maria Luísa Tóran (Espanha), Glória Palomino (Colômbia), Emília Pacheco e Socorro Venegas (México), entre outros.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Jô contra o acordo ortográfico

Folha de S. Paulo, 09/07/2010 - Clarice Cardoso

Jô Soares aproveitou a gravação do Programa do Jô para assinar um manifesto contra a nova ortografia, comenta a coluna Outro Canal. O objetivo do movimento, liderado pelo professor Ernani Pimentel, é o de rever equívocos criados pelo novo acordo ortográfico.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ainda dá tempo! Prêmio VivaLeitura 2010



As inscrições para o Prêmio Vivaleitura terminam no próximo dia 2 de julho. As categorias são: (1) Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias, (3) Escolas Públicas e Privadas e (3) ONGs, pessoas físicas, universidades/faculdades e instituições sociais. Em cada uma delas, os vencedores receberão R$ 30 mil. Na categoria Sociedade, haverá a distinção da Menção Honrosa a ser atribuída a projetos de empresas com foco na formação de mediadores de leitura.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Reforma revê direitos autorais

O Estado de S. Paulo, 14/06/2010 - por Tatiana de Mello Dias

O Ministério da Cultura (MinC) lança hoje a consulta pública que ajudará a definir o texto da reforma da Lei de Direitos Autorais. A consulta pública será totalmente on-line. “A ideia é debater aspectos mais ou menos nos moldes do Marco Civil da Internet”, explica Alfredo Manevy, secretário executivo do MinC.

Além da pressão pela aprovação, o MinC também enfrentou resistência das entidades privadas contrárias à mudança. A Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus) diz, por exemplo, que a lei 9.610 é atual e precisa só de retoques. A principal diferença é que a nova legislação prevê um espaço para uso amigável e também mais flexibilidade para os autores discutirem prazos e condições de cessão de direitos, além da criação de um Instituto Nacional de Direito Autoral responsável por regular a atuação das entidades privadas. Esse é o ponto mais criticado pelas entidades de arrecadação, que acusam o MinC de estatização.

Ao pé da letra, a atual LDA proíbe fotocopiar livros para fins educativos, copiar obras para fim de conservação e usar pequenos trechos para remix. A nova legislação deve criar mecanismos para legalizar esses três exemplos. “A ideia é ter um mecanismo para os autores ficarem mais independentes”, diz Samuel Barrichello, coordenador-geral de regulação em direitos autorais do MinC. Além disso, “a proposta é que 50% do valor da obra vá para o autor”.


[+] matéria na íntregra

terça-feira, 1 de junho de 2010

Escolas devem ter biblioteca

Boletim do PNLL Nº 209 - 31/05 a 07/06/2010

O presidente Lula sancionou a Lei 1.244/2010, que determina que toda escola tenha um acervo de livros nas bibliotecas de pelo menos um título por aluno matriculado. A lei, publicada no Diário Oficial da União do dia 25 de maio, também estabelece um prazo de 10 anos para a instalação dos espaços destinados aos livros, material videográfico, documentos para consulta, pesquisa e leitura, que deverão ser administrados por profissionais habilitados. A Agência Brasil lembra que, segundo o Censo Escolar de 2009, 28,2% das escolas públicas do país contam com bibliotecas, atendendo a 53% das matrículas da educação básica.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mais espanhóis chegam ao Brasil

PublishNews - 09/12/2009 - Por Ricardo Costa

Não é que os espanhóis continuam cruzando o Atlântico, rumo ao Brasil? Durante a Feira Internacional do Livro de Guadalajara, encerrada em 6/12, a editora espanhola Kalandraka e a brasileira Callis firmaram sociedade para a criação da Kalandraka Brasil. A Callis tem em seu catálogo vários livros contratados da Kalandraka, mas a nova editora chega com o propósito de produzir livros do tipo álbuns ilustrados, com capa dura e acabamento de alta qualidade, que são exatamente o mesmo tipo de produto da Kalandraka na Espanha. A nova editora hispano-brasileira vem a todo vapor em 2010, com o objetivo de lançar dez títulos durante o ano. “Os primeiros títulos devem sair em agosto, antes da Bienal”, conta Miriam Gabbai, da Callis. “A Callis e o Instituo Callis continuam a existir e a produzir como sempre fizeram. Os sócios da Kalandraka Brasil são a Kalandraka Espanha e a Callis, não as pessoas físicas dessas empresas”, explicou Miriam ao PublishNews. Os primeiros lançamentos da Kalandraka tupiniquim devem ser os ganhadores do Prêmio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados de 2009 – Cerca, de Natalia Colombo, e Un gran sueño, de Felipe Ugalde – além dos ganhadores da 3ª edição do prêmio, que serão conhecidos em abril de 2010. A Kalandraka já está presente em Portugal e Itália, com a marca Kalandraka mesmo, e no México, onde é sócia da Callis na editora Libros para Soñar. “A entrada da Kalandraka no Brasil atende ao interesse da empresa de aprofundar sua relação com os países lusófonos, com os quais existem laços históricos e culturais”, afirma texto da editora em seu site espanhol.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Infantilização do consumidor

Folha de S. Paulo/Ilustrada - 26/11/09 - Contardo Calligaris

A infantilização do consumidor é peça chave do espírito do capitalismo atual

Durante o feriado, nos cinemas, só dava "Lua Nova", de Chris Weitz, "2012", de Roland Emmerich, e "Os Fantasmas de Scrooge", de Robert Zemeckis. Claro, havia outros filmes, mas meio que perdidos na programação.
Imaginemos que você preferisse ler um romance e consultasse a lista dos mais vendidos. Você encontraria cinco títulos de Stephenie Meyer (a autora da saga de vampiros, cujo segundo volume inspira o filme "Lua Nova"), dois volumes dos "Diários do Vampiro", de L. J. Smith, e, no fim, "O Pequeno Príncipe".
Ora, assisti a "Os Fantasmas de Scrooge" (não perderia um filme de Zemeckis, o diretor de "Forrest Gump") e achei excelente; vi de óculos, em 3D, deleitando-me com a atmosfera encantada: como disse uma menina, nevava na sala de cinema. Não vi "Lua Nova", mas gosto da saga de Meyer, sobre a qual escrevi nesta coluna, assim como escrevi sobre o primeiro filme da série, "Crepúsculo". Além disso, aposto que me divertiria com a fantasia catastrófica de "2012"; Emmerich já me divertiu com "Independence Day". Enfim, tenho uma lembrança comovida de "O Pequeno Príncipe".
Então, por que me queixaria dessa preponderância de filmes e livros obviamente infantojuvenis? Não me queixo, apenas constato: nas salas de cinema ou nas livrarias, aparentemente, os adultos devem ser uma pequena minoria, com a exceção, é claro, dos que acompanham suas crianças ou as presenteiam com livros. Estou sendo irônico: é claro que os grandes consumidores de filmes e livros infantojuvenis só podem ser os adultos.
Domingo, um amigo editor me explicava, justamente, que o filé mignon atual são os "crossovers", ou seja, as obras que "atravessam", que seduzem tanto as crianças quanto os adultos. O best-seller e o blockbuster ideais são histórias supostamente para crianças e adolescentes, mas capazes de conquistar os leitores e os espectadores adultos.
Se consultarmos a lista dos livros mais vendidos de não ficção, a conclusão é a mesma. Como assim? Os ensaios não são o domínio reservado e sisudo dos adultos? Artifício: o sucesso dos livros de autoajuda forçou os jornais a separá-los dos de não ficção, mas, de fato, os mais vendidos de não ficção são os livros de autoajuda. Ora, o texto de autoajuda se relaciona com o leitor como com alguém que precisa e prefere ser guiado, orientado, ajudado a pensar, decidir e agir, ou seja, relaciona-se com o leitor como com uma criança.
Pois bem, Benjamin Barber, no seu novo livro, "Consumido - Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos" (Record), apresenta a infantilização do consumidor não como um acidente cultural momentâneo, mas como a peça chave do espírito do capitalismo contemporâneo.
Barber é convincente e divertido: chegaram os "kidadults", os "criançultos". O drama do dia não é que as crianças sejam alvo do mercado, mas que o mercado esteja transformando os adultos em crianças.
Por que o mercado prefere lidar com "criançultos"? E o que nos predispõe a sermos infantilizados? Uma breve hipótese. Houve, sobretudo a partir da segunda metade do século 20, uma explosão de um tipo especial de amor dos pais pelos filhos, um amor feito de esperanças e expectativas monstruosas (as crianças serão o que quisemos e não conseguimos ser, nada lhes faltará). Esse tipo de amor parental cria consumidores ideais: por exemplo, indivíduos com pouquíssima tolerância à frustração (e alergia à própria ideia de que algo seja difícil ou, pior, impossível) e com uma imperiosa necessidade de satisfação imediata (e alergia a tudo o que posterga: preparação, estudo, reflexão, complexidade, poupança).
Alguém dirá: e daí, qual é o problema? Exemplo. João quer ser rapper na África do Sul e gasta, impulsivamente, o décimo terceiro da mãe na roupa certa para se parecer com seus ídolos. Para ser rapper na África do Sul, talvez fosse mais urgente que ele estudasse inglês seriamente. Mas essa observação poderia entristecer João. Melhor deixá-lo sonhar e confundir sua mascarada com o começo da realização de seu desejo; afinal, ele é feliz assim, não é? Pois é, suposição errada: quem cresce sem nunca se deparar com o impossível ou mesmo com o difícil, acaba, mais cedo mais tarde, vivendo no desespero. Por quê? Simples (como um filme para crianças): ele só consegue atribuir seus fracassos ao que lhe parece ser sua própria impotência.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Novidades no Grupo

PublishNews, 01/10/2009 - Redação

O Grupo SM no Brasil, liderado pela Fundação SM e integrado por Edições SM, está com novo diretor geral. José Henrique del Castillo Melo foi designado nesta semana como novo diretor geral do Grupo no Brasil, e substitui Igor Mauro, que estava na empresa desde 2004. Castillo Melo, que vinha desempenhando até agora a função de diretor editorial, conta com larga experiência profissional no âmbito da educação e na área editorial. Além de sua vivência como professor e diretor de escola, também atuou como diretor geral de parcerias públicas e privadas da SEB S.A. (Editora COC Empreendimentos Culturais Ltda). Além da nova diretoria, o Grupo está de casa nova. A partir desta semana, está instalado em uma sede mais ampla, localizada na Barra Funda, em São Paulo. Para entrar em contato com o Grupo SM ligue (11) 2111-7400.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Fundo Pró-Leitura

Comunicação Social/MinC - 14/8/2009

Em entrevista concedida nessa quinta-feira, 13 de agosto, ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), o ministro da Cultura defendeu a implementação do Fundo Pró-Leitura, que reserva parte do faturamento das editoras ao incentivo à leitura no país. “Há um reconhecimento do setor de que é importante colaborar com essa política”, disse Juca Ferreira.



O Fundo Pró-Leitura é fruto de um acordo entre o Governo Federal e a indústria editorial brasileira. Em dezembro de 2004, a cadeia produtiva do livro foi desonerada do PIS/COFINS e, em contrapartida, o setor aceitou a proposta do Ministério da Cultura de destinar 1% do seu faturamento anual para um fundo que financie as ações previstas no Plano Nacional do Livro e Leitura.

Questionado sobre esse tema, o ministro Juca Ferreira afirmou que o lucro das empresas editoriais brasileiras tem crescido nos últimos anos e a possível implementação do Fundo deverá aquecer ainda mais esse mercado. “O Fundo será exatamente para desenvolver o hábito da leitura no Brasil e isso vai aumentar o número de leitores.”

O ministro da Cultura também lembrou que, além da criação do mecanismo, consta do acordo com as editoras o repasse da diminuição do custo do produto para os consumidores, mas ainda não ocorreu uma baixa significativa nos preços: “Desoneramos a cadeia do livro por causa da importância que o livro tem na vida do brasileiro e o livro continua caro.”

Fomento às Artes

Funarte - 18/8/2009

A Funarte e o Ministério da Cultura prorrogaram as inscrições para o Prêmio Interações Estéticas - Residências Artísticas em Pontos de Cultura, a Bolsa Funarte de Produção Crítica sobre Conteúdos Artísticos em Mídias Digitais/Internet e a Bolsa Funarte de Criação Literária até 24 de agosto. As três premiações vão viabilizar 86 projetos em todas as regiões do país, com valores entre R$ 15 mil e R$ 90 mil. O investimento total chega a mais de R$ 2,4 milhões.

O Prêmio Interações Estéticas destinará mais de R$ 2 milhões (recursos da Secretaria de Cidadania Cultural/MinC) à promoção de intercâmbio cultural entre artistas contemporâneos e Pontos de Cultura. A Funarte, por sua vez, investirá R$ 450 mil (recursos próprios) na realização da Bolsa Funarte de Produção Crítica sobre Conteúdos Artísticos em Mídias Digitais/Internet, que estimula a especialização profissional e a reflexão crítica no âmbito dessas novas tecnologias, e da Bolsa Funarte de Criação Literária, cujo objetivo é fomentar a produção de poesias, romances, contos, crônicas e novelas.

Processo seletivo - Os interessados em participar dos processos seletivos devem enviar à Funarte um projeto de trabalho, a ficha de inscrição preenchida e cópias de documentos pessoais (mais detalhes podem ser encontrados nos respectivos editais). Os materiais recebidos serão avaliados por comissões externas, compostas por integrantes de notório saber nos campos de abrangência de cada programa.

Saiba mais e leia os editais aqui.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Prefeitura adere ao "Manifesto por um Brasil Literário"

05/08/2009 - Mailing

A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria Municipal da Cultura – Programa Permanente de Estímulo à Leitura/Livro Meu, aderiu ao “Manifesto por um Brasil Literário”. O movimento é uma iniciativa do Instituto C&A, da Associação Casa Azul, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), do Instituto Ecofuturo e do Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF).

O manifesto tem como objetivo central fazer do Brasil uma sociedade leitora e explica a presença indispensável da literatura na formação do ser humano. Diz o documento: “é no mundo possível da ficção que o homem se encontra realmente livre para pensar, configurar alternativas, deixar agir a fantasia. Na literatura que, liberto do agir prático e da necessidade, o sujeito viaja por outro mundo possível. Sem preconceitos em sua construção, daí sua possibilidade intrínseca de inclusão, a literatura nos acolhe sem ignorar nossa incompletude.”

O escritor e poeta Bartolomeu Campos de Queirós leu o "Manifesto por um Brasil Literário", no dia 2 de julho, durante a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). O documento, que pretende engajar o maior número de pessoas em torno da causa, afirma que a leitura literária é um direito de todos e essencial para o País. Para opinar, comentar e informar sobre o tema da leitura literária e comprometer-se com a causa, acesse www.brasilliterario.org.br.


terça-feira, 7 de julho de 2009

Para que 73% passem a ler, Fundo reserva 1% dos recursos

Correio Brasiliense - 02/07/2009 - Rodrigo Couto

O baixo índice de leitura do brasileiro - em torno de 4,7 livros por habitante a cada ano -, considerado um grave problema para a formação de estudantes e profissionais, pode ser combatido com mais vigor em 2010. No ano que vem, deve ser aprovada a criação do Fundo Pró-Leitura, que vai destinar 1% (algo em torno de R$ 46 milhões) do faturamento do mercado editorial nacional ao incentivo da prática. Proposta pela cadeia produtiva do livro em dezembro 2004, quando o governo federal deixou de arrecadar 9% em tributos com a desoneração do pagamento do PIS/Cofins, a ideia se somará ao Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e ao Programa Mais Cultura. Antes de bater o martelo na redação final do projeto que será apresentado à Câmara dos Deputados, Estado e empresários encomendaram estudos para avaliar os impactos da iniciativa.

Além do preocupante percentual de leitura no país, 73% da população não têm o hábito de frequentar uma biblioteca. "Com a criação do fundo, o Brasil só tem a ganhar", diz Fabiano Piúba, diretor nacional de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura. Aprovada pelo Congresso, a iniciativa vai aplicar recursos para projetos que não apenas incentivem a leitura, mas também a instalação de bibliotecas públicas.

Apesar de ter proposto a criação do fundo setorial há 5 anos, e de ser beneficiado com a isenção de impostos que totalizam cerca de R$ 160 milhões por ano, o setor vê com cautela a ideia. "Não estamos resistentes. Somos a favor da criação do fundo Pró-Leitura. Mas existe uma preocupação com o elo fraco da cadeia produtiva, que são os distribuidores e pequenos editores e livreiros. Para avaliar os impactos, o setor vai contratar um instituto que realizará um estudo econômico", afirma Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL). De acordo com ela, a crise financeira não é uma desculpa, é real. "Enfrentamos dificuldades para acessar o crédito e há inadimplência".

Histórias infantis
Sem biblioteca pública ou qualquer outro lugar estruturado destinado à leitura, o Areal, localidade vizinha de Águas Claras e Taguatinga, situada nos arredores de Brasília, poderia ser uma das regiões beneficiadas com a criação do fundo. Por enquanto, as quase 6,5 mil crianças, de um total de aproximadamente 18 mil habitantes do bairro, se viram como podem. Um dos locais preferidos pela garotada é o Núcleo Educavida, espaço que reúne o trabalho das organizações não governamentais Central Única das Favelas do Distrito Federal (Cufa), Educação em Foco e Educando para a Vida. "Aqui, crianças e adolescentes participam de aulas de dança, reforço escolar, educação profissional e sexual", afirma o orientador Fernando Alves.

Localizado na principal avenida do Areal, o espaço dispõe de apenas 160 títulos para consultas e empréstimos, todos doados por um projeto do governo local.

Com apenas 8 anos, a pequena Luana Cavalcante, estudante da 1ª série do ensino fundamental, se diverte com as histórias infantis. Mais velha, Cláudia Santos, 15 anos, que cursa a 8ª série, frequenta o espaço para melhorar o rendimento escolar. "Gosto mais dos livros de ciências". O local também é ponto de encontro das estudantes Nathália Santos, 10 anos, e Gleiciane Ramos, 11 anos, ambas da 4ª série. "Seria muito bom se tivéssemos mais livros para melhorar ainda mais nossos estudos", afirma a pequena Gleiciane.

sábado, 20 de junho de 2009

Rebeldes da língua

Folha de S. Paulo, 17/06/2009 - Ruy Castro

Abgar Renault (1901-1995), um dos nossos mais subestimados poetas modernos -não necessariamente "modernistas" -, nunca aderiu às reformas ortográficas de 1943 e 1971. Até morrer, escreveu belezas como

"Quando me sumo na total ausência
do curso opaco e ascetico do somno
e não estou em mais nenhum lugar,
mil invisiveis cousas mysteriosas
talvez ocorram sobre o chão, pelo ar".

E Abgar não era um amador excêntrico. Era filólogo, um profissional da língua. Seus textos em prosa e poemas aportavam nas editoras cheios de "yy" e "ph" e eram convertidos para a ortografia vigente. Ordens de cima, diziam.

Aqui no Brasil começam a surgir sintomas dessa desobediência. O escritor Reinaldo Moraes, autor do recém-lançado romance Pornopopéia, não abriu mão do acento nem no título. E o também recente Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa, editado por Marcelo Moutinho e Jorge Reis-Sá, com contos, poemas e ensaios de autores de Brasil, Portugal, Angola, Moçambique e Timor Leste, é uma aula prática de unidade na diversidade.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

MinC em PoA: Programa Mais Cultura

MinC - 22/5/09 - Tatiana Sottili

Livro e Leitura
Ações do Livro e Leitura do MinC devem fomentar cadeia produtiva do livro no Rio Grande do Sul

O Mais Cultura, programa do Ministério da Cultura (MinC) que integra a Agenda Social do Governo Federal, está na pauta do legislativo gaúcho no início da próxima semana. Na segunda-feira, dia 25, às 15h, no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, a Câmara Riograndense do Livro discutirá com deputados federais e senadores gaúchos a política do Livro e Leitura.

A convite da presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), a secretária de Articulação Institucional do MinC e coordenadora executiva do Programa Mais Cultura, Silvana Meireles, e o coordenador de Articulação Federativa do Mais Cultura, Fabiano dos Santos Piúba, apresentarão aos parlamentares as ações do livro e leitura que integram o Mais Cultura, na perspectiva de valorizar e fomentar a cadeia produtiva do livro no estado do Rio Grande do Sul.

Já na terça-feira, dia 26, às 9h30, os representantes do MinC participam de audiência pública na Assembléia Legislativa para discutir de que forma o Programa Mais Cultura poderá integrar o Consórcio Público de Planejamento e Fomento Cultural da Região Metropolitana de Porto Alegre, a ser constituído. O encontro será presidido pelo deputado estadual Ronaldo Zülke (PT-RS) e acontecerá na Sala Sarmento Leite, 3º andar do Palácio Farroupilha.

Dos eixos que estruturam o Programa Mais Cultura – Cultura e Cidadania, Cultura e Cidades e Cultura e Economia – o primeiro concentra:

Pontos de Leitura: reconhecem iniciativas e projetos de incentivo à leitura em diversos locais, como bibliotecas comunitárias, Pontos de Cultura, hospitais, sindicatos, presídios, associações comunitárias, entre outros. Por meio de edital público, são selecionados projetos que recebem prêmio de R$ 20 mil para investirem em acervos e atividades que estimulem e qualifiquem a leitura.

Agentes de Leitura: formação de jovens entre 18 e 29 anos, com ensino médio completo, para atuarem na democratização do acesso ao livro e formação leitora, por meio de visitas domiciliares, empréstimos de livros, rodas de leitura, etc. Os agentes de leitura recebem bolsa mensal de R$ 350 para desenvolver suas atividades na comunidade cinco horas por dia.

Edital de Periódicos de Conteúdo Cultural: popularizar materiais de leitura por meio de edição e distribuição periódica de publicações de qualidade. As publicações serão distribuídas para as bibliotecas públicas, Pontos de Leitura e Pontos de Cultura.

Mais informações no site mais.cultura.gov.br.


terça-feira, 19 de maio de 2009

SP distribui a escolas livro com palavrões

Folha Online - 19/5/09

Livros contendo expressões como "chupa rola", "cu" e "chupava ela todinha" foram distribuídos pelo setor de educação do governo José Serra (PSDB) como material de apoio a alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de nove anos), segundo reportagem publicada na edição desta terça-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal) assinada pelo jornalista Fábio Takahashi.

O texto informa que o governo estadual reconheceu o erro na distribuição dos 1.216 exemplares e determinou o recolhimento das obras.

O livro contém 11 histórias em quadrinhos produzidas por Caco Galhardo --também quadrinista da Folha. Uma das histórias mais criticadas por especialistas traz uma caricatura de um programa de mesa-redonda de futebol na TV.

Enquanto o comentarista faz perguntas sobre sexo, jogadores e treinadores respondem com clichês de programas esportivos, como "o atleta tem de se adaptar a qualquer posição".

Outro lado

Em nota, o governo admitiu o erro ao distribuir a publicação e diz que o montante de 1.216 exemplares compõem apenas 0,067% dos 1,79 milhão de exemplares distribuídos aos alunos da rede.

A secretaria informou ainda que a obra é só uma entre as 818 escolhidas.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Recife é contemplado com o primeiro Ponto de Leitura do país

MinC - 04/5/09 - por Clelia Araujo/Comunicação Social

“Cada livro é como uma carta de alforria”, afirmou o músico Kcal Gomes, criador da antiga livroteca Os Guardiões, hoje Brincante do Pina, durante a reinauguração do espaço, na última quinta-feira, dia 30 de abril. A Brincante ganhou casa nova e o primeiro Ponto de Leitura do Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura. A livroteca, antes localizada em uma palafita no bairro do Pina, zona sul do Recife, foi visitada ano passado pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, e autoridades locais, quando foram firmadas parcerias para reestruturação do local.

Com a entrega do primeiro Ponto de Leitura do país, a Brincante recebeu kit com 650 livros (50% obras de ficção, 25% de não-ficção e 25% de referência), além de computador, mobiliário, almofadas, pufes, tapete e gibis da Turma da Mônica, doados por Maurício de Sousa, que fizeram a festa da criançada. A nova sede está instalada em uma casa de alvenaria do bairro, disponibilizada pela Prefeitura do Recife. A catalogação dos livros ficará a cargo da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), do governo do estado.

Para Kcal Gomes, a estruturação da Brincante é fruto de um sonho de 15 anos. “Quando comecei esse projeto diziam que eu era louco. Agora a boca de fumo virou boca de leitura”, disse Kcal. Além das novas instalações, acervo e equipamentos, o MinC, em parceria com o governo do estado, capacitará membros da localidade para trabalhar como Agentes de Leitura, ação que integra o programa Mais Cultura.

Leia, na íntegra, aqui.

sábado, 18 de abril de 2009

Dia(s) do Livro Infantil

Boletim do PNLL - Edição nº 151 - 13 a 19/04/2006

Desde o ano 2000, comemora-se no Brasil o Dia Nacional do Livro Infantil em 18 de abril, data escolhida para lembrar o nascimento de Monteiro Lobato. Aliás, o mês de abril também marca o aniversário do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, o que faz com que mais de 60 países comemorem no dia 2 o Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil. As homenagens, tanto ao autor de O Patinho Feio e O Soldadinho de Chumbo quanto ao criador das histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo, são uma boa oportunidade para repensarmos a importância da leitura por parte das crianças não apenas como exigência curricular, mas como um processo prazeroso de desenvolvimento humano e transformação social.

Dia para celebrar Lobato
PublishNews - 17/04/2009 - por Marla Cardoso

O Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado neste sábado, 18 de abril. A data foi instituída em 2002, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em homenagem ao escritor brasileiro José Bento Monteiro Lobato.

Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882 e foi o criador da literatura infantil no Brasil. O escritor marcou a história desse gênero no País com a criação do Sítio do Pica-pau Amarelo, que trazem os célebres personagens Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Pedrinho, Narizinho e Emília. Foi o escritor que mostrou para as crianças como é possível aprender através da brincadeira e, quando morreu, em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, deixou para uma legião de leitores a magia do universo da literatura infantil.