segunda-feira, 4 de maio de 2009

Recife é contemplado com o primeiro Ponto de Leitura do país

MinC - 04/5/09 - por Clelia Araujo/Comunicação Social

“Cada livro é como uma carta de alforria”, afirmou o músico Kcal Gomes, criador da antiga livroteca Os Guardiões, hoje Brincante do Pina, durante a reinauguração do espaço, na última quinta-feira, dia 30 de abril. A Brincante ganhou casa nova e o primeiro Ponto de Leitura do Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura. A livroteca, antes localizada em uma palafita no bairro do Pina, zona sul do Recife, foi visitada ano passado pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, e autoridades locais, quando foram firmadas parcerias para reestruturação do local.

Com a entrega do primeiro Ponto de Leitura do país, a Brincante recebeu kit com 650 livros (50% obras de ficção, 25% de não-ficção e 25% de referência), além de computador, mobiliário, almofadas, pufes, tapete e gibis da Turma da Mônica, doados por Maurício de Sousa, que fizeram a festa da criançada. A nova sede está instalada em uma casa de alvenaria do bairro, disponibilizada pela Prefeitura do Recife. A catalogação dos livros ficará a cargo da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), do governo do estado.

Para Kcal Gomes, a estruturação da Brincante é fruto de um sonho de 15 anos. “Quando comecei esse projeto diziam que eu era louco. Agora a boca de fumo virou boca de leitura”, disse Kcal. Além das novas instalações, acervo e equipamentos, o MinC, em parceria com o governo do estado, capacitará membros da localidade para trabalhar como Agentes de Leitura, ação que integra o programa Mais Cultura.

Leia, na íntegra, aqui.

sábado, 2 de maio de 2009

Bili com limão verde na mão


Bili com limão verde na mão, de Décio Pignatari.
Ilustrações: Daniel Bueno. Projeto gráfico: Luciana Facchini.

Um dos principais poetas brasileiros em atividade, Décio Pignatari interrompe um longo período sem publicar com uma obra inédita e inovadora, o livro Bili com limão verde na mão. Bili é uma adolescente de quase treze anos que sai de sua casa desatando bile e atirando um limão nos animais que encontra pelo caminho. Não contava que eles, o limão e os animais, voltariam até ela, atingindo-a como um bumerangue. Cansada, depois de sua jornada Bili tem um pesadelo e toma um banho purificador. Uma espécie de releitura de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, a obra de Pignatari, é igualmente rica em situações nonsense e em personagens esquisitos. O volume, que relata uma experiência de amadurecimento, ultrapassa classificações de gêneros e faixas etárias. Aposta na linguagem experimental e no projeto gráfico ousado de Luciana Facchini e nas ilustrações de Daniel Bueno. Juntos, a designer e o ilustrador conceberam os personagens a partir de módulos, revisitando a estética do concretismo, movimento do qual Pignatari foi um dos principais artífices.

A menina que ia para longe

Em Porto Alegre,



Pré-lançamento e oficina com autores, das 7h30 às 12h.
Lançamento, a partir das 18h, Livraria do Moinhos Shopping.


Dobras da Leitura recebeu...


Feira do livro infantil em Dubai

Bookseller.com - 21.4.09 - por Victoria Gallagher

Um rival em potencial Bologna Children's Book Fair está sendo organizado pela Fundação Mohammed bin Rashid Al Maktoum, que tem um stand na London Book Fair (LBF). A Dubai International Children's Book Fair promoverá a leitura e literatura infantil no mundo Árabe e internacionalmente, e acontecerá entre 3 e 10 de fevereiro de 2010. O evento em Dubai está programado para acontecer apenas um mês antes da tradicional feira do livro italiana.

Matéria completa, em inglês, aqui.

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Resumo do Cenário - por Renata Nakano

Na última Feira do Libro Infantil de Bologna, havia um grande stand de Dubai com livros em árabe e alguns folders sobre essa feira nos Emirados. Achei interessante e, assumindo minha completa ignorância sobre o mercado de literatura infantil árabe, coletei alguns para ler mais tarde.
Ao ver a matéria da Bookseller.com, estranhei a afirmação da jornalista de que essa feira em Dubai ambiciona o mercado internacional pertencente à Feira de Bologna, sediada num país com tamanha tradição na literatura infantil. Grande parte dos livros expostos nesse estande eram traduções de editoras europeias bastante comerciais, como a belga Hemma, que em grande maioria exaltam mais características pedagógicas do que literárias. Estranhei ainda mais a afirmação da jornalista ao entrar no website da feira e checar seus objetivos:
- Promover a leitura entre crianças no Mundo Árabe
- Oferecer oportunidades de networking entre autores, escritores, ilustradores e editores de livros infantis árabes e estrangeiros.
- Estimular a escrita e publicação de livros infantis
- Traduzir para o árabe os livros infantis mais importantes do cenário internacional
- Subsidiar a pesquisa da literatura infantil
- Oferecer suporte a ilustradores árabes de livros infantis
Portanto, se ignorarmos o mês em que a feira acontece, parece-me que seus organizadores desejam, antes de competir com Bologna, enfrentar seu maior obstáculo: o desenvolvimento dos profissionais, autores, ilustradores e editores, da literatura infantil árabe. O que adoraria, se a barreira linguística permitir, acompanhar.