quarta-feira, 27 de agosto de 2008

‘Pivetim’ sobe ao Barco a Vapor

Resumo do Cenário


Délcio Teobaldo é o quarto autor brasileiro a vencer o Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil, promovido pela Fundação SM; seu nome foi anunciado, ontem, dia 26 de agosto, em cerimônia realizada no SESC Vila Mariana, na cidade de São Paulo.

O júri final, nesta edição do Prêmio Barco a Vapor, contou com a presença e a palavra de três escritores de ficção — Cristóvão Tezza, Marina Colasanti e Nilma Lacerda, além da gerente editorial Dolores Prades, representante do Grupo SM, e do lingüista Luiz Percival Leme de Britto. Concorrendo com 540 outras obras, Pivetim entregou a Délcio Teobaldo o bilhete de um dos melhores embarques literários em nosso país: a publicação do texto na coleção Barco a Vapor e R$ 30 mil, em termos de adiantamento dos direitos autorais, confirmando assim o intuito de incentivar a produção literária nacional e promover a leitura entre crianças e jovens de 6 a 13 anos.

A cerimônia de ontem foi aberta com a participação do grupo de teatro Os Satyros que, com simplicidade técnica e lances de humor, relembrou ao púbico quais são os direitos do leitor, conforme prescreveu Daniel Pennac (1992). Acompanhada por viola e acordeão, a cantora Vanessa Bumagny apresentou um tema inspirado em muitas possibilidades do que é ler, enquanto o diretor geral do Grupo SM no Brasil, Igor Mauro, enfatizou o lançamento da campanha ‘O Direito de Ler’ que objetiva promover a dimensão educativa e política da leitura, ao mesmo tempo em que são comemorados 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos. Na seqüência, o pedagogo e escritor Antônio Carlos Gomes da Costa fez uma palestra com muita pertinência ao tema celebrado da noite, porém estendendo-se demais para a ocasião.

Dolores Prades, então, fez o anúncio do vencedor do 4º Prêmio Barco a Vapor e Délcio Teobaldo subiu ao palco, trazendo uma fala ritmada de consciência social e literária.

Odila Bottura, da Fundação SM, Délcio Teobaldo e Virgínia, a simpática esposa e primeira leitora do vencedor do IV Prêmio Barco a Vapor. Noite de 26 de agosto de 2008, em São Paulo.
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— Sai dessa, mermão!

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A voz da fome sempre traz seus pés para o chão, mas desta vez não quer ouvi-la. Ainda guarda na memória a última vez em que lhe deu ouvidos. Não faz tanto tempo assim. Semana passada. Começou como agora. Falando, falando e, com a fala, o desespero dando nós nas tripas. Que a fome, quando assume o comando, é assim: mistura a razão com o sentimento. Não separa anjo de arcanjo, como a sua avó ensinou tantas vezes. Daí, não pensou duas vezes. Viu o casal de longe, vindo pelo canto da praça. “Ê gente que num aprende mesmo. Andar na praça é só no meio da rua. De noite, debaixo da luz do poste.” Pois é. O casal veio vindo...

Fragmento do romance de Délcio Teobaldo, vencedor do 4º Prêmio Barco a Vapor.
Segundo Edições SM:

“Mesclando passado e presente, realidade e delírio, Pivetim conta o cotidiano vivido por ele e outros meninos de rua. Cheio de agruras e sofrimentos, o relato do garoto mostra sua dura realidade: a violência urbana, a fome, o desamparo etc. Diante desses obstáculos, os meninos são obrigados a elaborar estratégias de sobrevivência, com regras e leis próprias. E apesar desse ambiente desfavorável e sem perspectivas, surgem laços de amizade e solidariedade.”
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Novo tripulante

Resumo do Cenário

Poder entrar e viajar na coleção Barco a Vapor, através da premiação a textos originais promovida pela Fundação SM, é uma honra que os escritores brasileiros têm descoberto, ano a ano. Depois do gaúcho Caio Riter (2005), da niteroiense Gláucia Lewicki (2006) e do goiano Flávio Carneiro (2007), radicado no Rio de Janeiro, chega o mineiro Délcio Teobaldo que também buscou destino bem perto do mar, carioca por adoção.

Jornalista, escritor, professor de comunicação social, roteirista, diretor de televisão, documentarista, músico e etnomusicólogo — Délcio Teobaldo é o homem das sete surpresas que se pode descobrir tão logo se busca seu nome pela Internet. Vale a pena começar com a apresentação que é feita do artista e arteiro, em uma entrevista publicada no espaço Fala, Criança!

[...] de raízes profundas, perpetuadas através de sua família, retrato de um Brasil miscigenado, rico em expressões culturais. Neto da batuqueira angolana, Eva Paulina de Jesus; da cirandeira portuguesa, Angelina Maria dos Santos e do caboclo contador de histórias, Luiz Sabino Soares. Filho da camponesa e benzedeira, Maria Luzia e do dançador de caxambu e caboclinho, José Teobaldo. Délcio nasceu em Ponte Nova, zona da mata mineira, ouvindo ladainhas, congadas, fulôs, cantos de calamboteiros e de lavadeiras. Por isso mesmo sua vida se fundamenta nesses contos, ritmos e festas; no requinte dos doces e licores portugueses do Algarve; no poder dos chás, das benzas e ungüentos da tradição guarani-banta [...]

Na noite de premiação, a fala de Délcio trouxe sacis com Machado de Assis, Xangô, Oxóssi, Ogum, brasis, crises e inserção social, leitura, educação, um mundo que se abre, num arranjo muito bom de combinar referências e ouvir. E o convite foi feito: colocar o improviso em parágrafos para os amigos de Dobras da Leitura!

Plantando idéias na literatura infantil e juvenil, Délcio Teobaldo não é certamente nenhum estreante. Seu primeiro livro foi publicado em 1995 — Isto é coisa da idade, e depois vieram Palavra puxa prosa (2000) e Quatro trancados no quarto (2003), todos três lançados pela Miguilim, uma importante editora em nossas letras, embora tímida na promoção de seus livros, que nasceu dos esforços de Ana Maria Clark Peres, Maria Antonieta Antunes Cunha e Terezinha Alvarenga. Pivetim, certamente, deverá ser publicado em meados de 2009.

Do álbum de Anibal Bragança:Jardel Jr., Aníbal Bragança e Délcio Teobaldo, na Livraria Pasárgada - Rio de Janeiro.

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Os finalistas do Prêmio Jabuti

CBL Informa, 26/08/2008
Primeira sessão pública do Prêmio Jabuti define 200 selecionados para a próxima etapa

A abertura dos envelopes e a contagem dos votos serão realizadas na Câmara Brasileira do Livro, na quinta feira (28), com sessão aberta ao público.

Mais de 2 mil inscritos participaram desta primeira fase.


Na próxima quinta-feira (28), a partir das 10h, os mais de dois mil inscritos no Prêmio Jabuti saberão quem segue na disputa pelas melhores obras publicadas em 2007. A primeira sessão pública acontece na sede da Câmara Brasileira do Livro (Rua Cristiano Viana, 91 – Pinheiros), com a abertura dos envelopes e contagem dos votos.

Para a edição deste ano, o mais tradicional prêmio da literatura brasileira recebeu 2.141 inscrições nas 20 categorias, superando as expectativas da comissão organizadora. O total de inscritos em 2008 ultrapassou as 2.052 publicações que participaram do Prêmio no ano passado. A premiação total do Jabuti 2008 é de R$ 120 mil, sendo que o primeiro lugar de cada uma das 20 categorias recebe R$ 3 mil. Os autores dos melhores livros do ano de Ficção e Não-Ficção recebem R$ 30 mil cada um.

Na primeira sessão pública, as 10 obras mais votadas em cada categoria seguem para a segunda etapa, de acordo com os critérios da comissão julgadora, formada por três jurados por categoria. A segunda sessão pública ocorre no dia 23 de setembro, quando serão conhecidos os três vencedores de cada uma das 20 categorias que concorrem ao Prêmio. Como prevê o regulamento, os melhores livros do ano nas categorias Ficção e Não-Ficção só serão conhecidos na cerimônia de entrega das estatuetas, no dia 31 de outubro, na Sala São Paulo.

Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro, destaca que, nesses 50 anos, o Jabuti transformou-se num espaço democrático para promoção do que há de melhor na cena literária brasileira, divulgando grandes escritores e lançando aqueles que ainda não são conhecidos do público. “O Jabuti homenageia os diversos segmentos e todas as áreas de produção de um livro, desde a melhor capa, passando pela ilustração e projeto gráfico, até a melhor obra. Por isso, o Prêmio tornou-se um autêntico patrimônio cultural brasileiro, reconhecido por todos que têm no livro um objeto de paixão“.

Mudando para melhor

Ao longo desses 50 anos, o Jabuti passou por uma série de mudanças. Nos primeiros anos, tudo era mais informal: não havia premiação em dinheiro e os jurados eram voluntários. Do começo dos anos 1990 para cá, surgiram várias novidades: o júri passou a ser remunerado e o nome de seus membros só é divulgado na noite de entrega das estatuetas; a apuração dos votos acontece em sessões abertas ao público e à imprensa. Além disso, foi implementada a inscrição on-line, que dinamizou os processos em todas as etapas, e criou-se o Guia de Orientação aos Jurados, que indica os parâmetros de avaliação e pontuação.

“Essas mudanças aumentaram ainda mais a credibilidade do Prêmio junto ao mercado, o que pode ser visto pelo número de inscritos em 2008. Nada melhor do que chegar aos 50 anos com o reconhecimento do mercado editorial e dos autores”, destaca José Luiz Goldfarb, curador do Prêmio.

História

O Jabuti foi criado em 1958 por Edgard Cavalheiro, então presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), com o objetivo de prestigiar e difundir o trabalho de escritores, editores, livreiros, ilustradores e gráficos, nos moldes do que se fazia em vários países da Europa. O jabuti é um animal que se caracteriza pela paciência e tenacidade, por isso foi escolhido para simbolizar a atividade dos nossos profissionais do livro.

A primeira cerimônia de entrega do Prêmio Jabuti aconteceu no fim de 1959, no auditório da CBL, e Jorge Amado foi o vencedor, com o romance “Gabriela, Cravo e Canela”. Nesses 50 anos, o Jabuti recompensou autores como Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar, Celso Furtado, João Cabral de Melo Neto, Nélida Piñon, João Ubaldo Ribeiro, Ruy Castro, Milton Hatoum, Lygia Fagundes Telles, Cecília Meirelles, Otto Maria Carpeaux, Celso Lafer, Gilberto Freyre, Dalton Trevisan, Antonio Candido, Cassiano Ricardo, Milton Santos, Ruth Rocha, Haroldo de Campos, Raduan Nassar, Paulo Duarte, Charles Kiefer entre muitos outros.
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FBN convida



Rimas da floresta

Communica Brasil, 27/08/2008 - Samantha Oliveira


OFICINA DE RIMAS
Sábado, dia 30 de agosto, 11hs
ENTRADA GRATUITA

Livraria Nove.Sete - Rua França Pinto, 97 - Vila Mariana - São Paulo-SP
Informações: (11) 5573-7889 e 3567-4344
www.livrarianovesete.com.br
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

VI Cordel na Cortez

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Começa nesta segunda-feira
Publishnews - 25/08/2008 - por Marla Cardoso

Promover uma maior visibilidade da literatura de Cordel. É com este objetivo que a Livraria Cortez realiza a partir desta segunda-feira, dia 25, o VI Cordel na Cortez, que contará com oficinas, palestras, sarau e homenagens a poetas. A abertura do evento será neste dia 25, às 18h, na Livraria Cortez (Rua Bartira, 317 – Perdizes – São Paulo – SP) com a apresentação do espetáculo “A farsa do boi Surubão”, com texto e direção de Luiz de Assis Monteiro. A noite de abertura ainda terá Moreira de Acopiara apresentando poeticamente o VI Cordel na Cortez, apresentação dos repentistas Sebastião Marinho e Andorinha, César Obeid apresentando suas “Rimas de Cordel”, Jorge Melo declamando “A Medicina Popular no Cordel” e apresentação da arte do Mamulengo, com Valdeck de Guaranhuns. Para acompanhar a programação completa acesse o link.
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Editora investe em literatura juvenil

Valor Econômico - 25/08/2008


Uma das maiores editoras de livros didáticos, a FTD está diversificando seus negócios. Depois de investir no segmento de sistemas de ensino, a editora está de olho também em literatura. Na Bienal do Livro, que terminou ontem em São Paulo, a companhia promoveu uma grande ação de marketing para o lançamento da série "Verônik@_Click". "Pela primeira vez trabalhamos tão forte em um título de literatura. Desta vez, fizemos o caminho inverso: primeiro, lançamos para o livreiro e depois vamos apresentar às escolas", conta Ronaldo Ferreira Duarte, gerente de marketing da FTD. Uma das estratégias para atrair o público de livrarias é a produção em capa dura. "O livreiro acha que livro com capa mole é só para aluno. No fim, o título fica escondido na área de publicações escolares, sem uma exposição bacana", acrescenta Duarte. Para divulgar a nova coleção, a editora passou os últimos meses enviando aos livreiros mala-direta, folders, displays, entre outros recursos de marketing que demandaram investimento de R$ 250 mil.

Panorama da literatura infanto-juvenil na França

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sarau Jabuti recebeu escritoras-ilustradoras

Bienal do Livro de São Paulo - Primeira Página, 20/08/2008

Em comemoração dos 50 anos do Prêmio, grandes escritores participam de um encontro com seus leitores. No dia 20, Angela Lago e Lúcia Hiratsuka conversaram com os fãs

A primeira convidada do dia foi a escritora e ilustradora de livros infanto-juvenis Lúcia Hiratsuka. Ela recebeu o prêmio pela categoria ilustração com o livro Contos da montanha. Lúcia falou um pouco de seu trabalho e da influência japonesa e campestre presente em suas obras, fruto de sua infância vivida em uma fazenda. A artista fez alguns desenhos ao vivo usando uma técnica japonesa chamada “sumi-ê”, que consiste em pinceladas sem retoques com uma tinta a base de carvão.

Com mais de 30 livros publicados, a escritora premiada com o troféu Jabuti pelas suas obras Indo não sei para onde e Um gato chamado gatinho, entre outros, lembrou que começou a escrever e fazer ilustrações desde muito nova. “Aos sete anos, eu escrevia e ilustrava poemas que minha mãe guardou por toda a vida, cuidadosamente”.

Angela Lago nasceu em Belo Horizonte. Os primeiros livros que publicou foram O fio do riso e Sangue de barata. Deste último ela, brincando, disse se “envergonhar menos”. Sobre a infância, Angela falou da escola, onde havia uma biblioteca. “Cada sala de aula podia ficar lá uma hora por dia. Eu aproveitava para ler os contos de fada que minha mãe contava à noite, mas não repetia tantas vezes quanto eu queria”. Seus autores preferido, à época, eram Grimm, Perrault e Andersen. Depois de crescida, foi Assistente Social em uma escola de educação infantil, o que a motivou ainda mais a escrever livros infantis. “Me identifiquei com muitos dos alunos que, assim como eu, gostavam de histórias e também dos desenhos que viam nos livros”.

Rinoceronte em São Paulo!

Áurea - Editora Projeto - 20/08/2008

O caminho do pintor, em Curitiba

Áurea - Editora Projeto - 18/08/2008

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Ooooooops!


Por motivo de força maior, a sessão de defesa de minha tese Imagens e enigmas na literatura para crianças foi transferida para a próxima segunda-feira, 18 de agosto, às 14h00, no Salão Nobre (145) - Prédio da Admnistração da FFLCH, à Rua do Lago, 717.

Abraços a todos,
Peter
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É hoje ;-)

Peter O'Sagae


Orientadora: Profa. Dra. Maria dos Prazeres Mendes. Banca Examinadora: Profs. Drs. Maria Zilda da Cunha (FFLCH), José Nicolau Gregorin Filho (FFLCH), Tizuko Morchida Kishimoto (FE-USP) e Maria José Palo (PUC).

Resumo

As relações palavra&imagem na literatura para crianças e jovens são investigadas pela perspectiva de suas estruturas e jogos intercódigos, anotando como se engendram e favorecem, ou não, a recepção criativa das obras contemporâneas. O estudo dá evidência aos aspectos materiais da linguagem e dos signos verbal e visual, estabelecendo quinze critérios para apreciação e análise, que resultam da arquitetura lógica de três categorias — (1) as condições contextuais ao campo da autoria, (2) as marcas do uso do suporte-livro e do projeto gráfico, (3) as relações espaciais palavra&imagem, propriamente ditas — cada uma delas permitindo a divisão em três subcategorias.

A última categoria abarca os níveis de montagem por justaposição, sobreposição e fusão palavra&imagem, que se deixaram filtrar por três subdivisões, possibilitando perceber e identificar mais detidamente sua franja de detalhes.

Para tanto, foi necessário lançar mão de exemplos que principiam, factualmente, no período da Era de Ouro da Ilustração, a partir das últimas décadas do século XIX, na órbita dos países europeus, com destaque a Walter Crane e Arthur Rackham, dois marcos na história do livro para crianças. Em um percurso que não é estritamente cronológico, à experiência do passado vieram somar a reflexão e a experimentação de autores brasileiros na atualidade. Outro nível de discussão promoveu o mapeamento das dificuldades de definir conceitos e nomes para os próprios objetos literários no decurso da produção cultural para infância e, deste modo, colocaram-se à berlinda categorias como ilustração, livro de imagem e livro ilustrado.

Esta é a visão geral do trabalho, em sentido inverso porque, antes de tudo, era necessário conhecer as formulações e abordagens teóricas de outras pesquisas acadêmicas, em razão de poucas obras de referência publicadas, que abraçaram o desafio de compreender a relação palavra&imagem na literatura infantil, em diferentes áreas: artes, comunicação, design, semiótica, psicologia, educação e estudos literários, desde 1980 aos dias de hoje (2008).

Nossa tarefa tem sido obrigatoriamente mais descritiva, colecionando fatos, informações, idéias a fim de correlacioná-los e criar uma nova proposta aberta para as possibilidades de decifração literária em ritmo de jogo e re-invenção estética por parte do leitor-criança. Deste modo, para o último capítulo, escolheram-nos três obras singulares dos escritores-ilustradores Angela Lago e Roger Mello, mais a parceria José Saramago e João Caetano, com as quais se brinca no diagrama das relações espaciais palavra&imagem.



Palavras-chave: literatura infantil – ilustração – diagrama – estruturas – decifração

Nicolau vai às Reinações




segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Edições SM na Bienal do Livro de São Paulo 2008

Grupo SM - 11/08/2008

Concurso de Fotos na Bienal do Livro

Desabafo de Mãe - Ceila Santos - 11/08/2008

O site Desabafo de Mãe, primeiro site de conteúdo de nicho no Brasil feito com a participação do internauta, promove neste mês de agosto o Concurso de Fotos da Bienal do Livro com objetivo de ressaltar a importância do hábito de leitura dentro de casa. A idéia é que visitantes com crianças enviem fotos do evento que retratam a relação entre a criança e livro. A melhor foto ganhará um kit de livro, conforme a faixa-etária do filho.

É importante ressaltar que os participantes são responsáveis pelo uso da imagem, porém, precisam se cadastrar no site para permitir a publicação das fotos na seção Fotogaleria do site Desabafo de Mãe. O concurso é patrocinado pela Livraria Sobrado que doará um dos três kits de livros montados exclusivamente para os concursos culturais do Desabafo de Mãe. A equipe de jornalistas do Desabafo de Mãe será responsável pela seleção dos ganhadores.

As fotos poderão ser inseridas por qualquer internauta a partir do dia 14 de agosto até o dia 5 de setembro na seção Fotogaleria. A divulgação do vencedor está prevista para 12 de setembro e o envio do kit deverá ser feito até o dia 30 de setembro pelo Correio. Segue abaixo os livros oferecidos pela Livraria Sobrado de acordo com a faixa etária da criança, cujo premiado ganhará apenas um dos kits conforme a faixa etária da criança da foto publicada neste concurso:


Kit Primeira Infância (até 3 anos)
Soft Shapes
Coleção Bloco de Animais – Gatinho + Patinho
Falatório no jardim
Casas divertidas


Kit Segunda Infância (até 6 anos)
Dedinhos de gente
O homem que amava caixas
O pote vazio




Kit Terceira Infância (até 10 anos)
O duende da ponte
Como fazíamos sem
Tashi
– Volume 1

Leituras Descoladas em SP

Convites para os dias 14 e 15!


Vitrine Express: Leituras Descoladas

Fragmentos

Meu pai não mora mais aqui
Caio Riter

"Comentei com minha mãe e ela até chorou. Deitou a cabeça no meu colo e ficou olhando para o teto. Eu não perguntei, mas acho que sei sobre o que ela estava pensando. Acho que sei. Devia ser o mesmo que eu: meu pai está vivo. Vivo. E isso é maravilhoso. Em que casa ele mora talvez até não importe muito mesmo, como diz a Juliana. O importante é que ele é meu pai.
E esta vivo.
O pai do Tadeu não."


A maldição do olhar
Jorge Miguel Marinho

"Aceitou simplesmente que o filho trancado era o melhor que podia acontecer. Assim não precisava ficar sondando os passos de José Régio, que a cada dia andava pior. Era difícil viver desconfiando do marido, mas ultimamente ele tinha dado de fazer coisas muito esquisitas. Até de passar as noites dentro de um velho baú. Atitude patética para um vampiro imundo, com a barriga flácida de beber sangria e o peito sempre carregado de rancor."


Brincos de ouro e sentimentos pingentes
Luiz Antonio Aguiar

"... era só me virar pra ele e insinuar um pouco a minha boca, que ele vinha (sei disso, ele vinha!)... Ou precisava de menos ainda, era só ficar olhando, bem nos olhos deles, e não deixar os olhos dele escaparem dos meus — caçar-armadilhar-abater —, que ele vinha. Ele vinha, como se eu mandasse uma ordem pra a boca dele e o resto da cabeça e os pensamentos não conseguirem resistir.
Ele vinha.
Fiquei... eufórica... essa é a palavra... quando percebi que..."


A Última Guerra
Luis Bras e Tereza Yamashita

"E você aí, todo confortável nesse sofá, nessa cama, ou seja lá onde você resolveu se acomodar. Por que não foi lá pra fora? Por que preferiu ficar aí com esse livro nas mãos? Você é mesmo um felizardo por não saber o que é uma guerra. Por nunca ter passado pelo que eu estou passando. Fome, frio, medo. E, agora isto: um homem com os olhos do diabo, perambulando pela cidade. Pelo que sobrou da cidade! De agora em diante, como é que vou poder dormir em paz sabendo que ele está por aí, à solta? O próprio..."


Baratinada
Marilia Pirillo

"Ah, não! A barata de novo! Desta vez, ela tinha subido na estante onde estava a tevê. Vai ver ela também queria ver a cena de beijo bem de pertinho. Hahahaha! Vou pro meu quarto, pensei. E se a barata for também? E se ela me seguir? Ah, barata no meu quarto, não, isso é demais! Acho que vou buscar um inseticida. Quem garante que essa barata espaçosa não vai subir na minha cama e caminhar pelo meu braço e... argh! Me arrepiei! Chega! Pulei do sofá e corri até a área de serviço. Peguei o inseticida e voltei decidida a matar a barata. Mas ela não estava mais lá, nem..."


O segredo do tempo
Sandra Pina

"Ainda não deu para tentar ir à caverna. Imagina escorregar nesta lama e ficar toda suja? Já que tá difícil, o o jeito é dar uma volta. Ir ao galinheiro pegar ovos fresquinhos é até divertido. Tem cinco galinhas, um galo e nasceram vários pintinhos ontem. Mas legal mesmo foi o tombo do Fael. Ele resolveu entrar no galinheiro pra dar comida. Não satisfeito, foi atrás das galinhas. Acho engraçado vê-las correndo de um lado pro outro. Escorregou na lama. Foi demais. Alegrou a nossa tarde!!! Ele? Emburrou a cara o resto do dia."
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Criação de Práticas Leitoras

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O Sapato Falador



Vitrine Express
O Sapato Falador
de Gloria Kirinus, il. Simone Matias (Cortez)
Informações da quarta capa

Numa insólita enchente, o encantamento acontece: sapatos que falam estendem as mãos (ou seriam os pés?) para um menino flagelado. Então, solidão e solidariedade, desespero e esperança, Sul e Norte, esquerdo e direito, individual e coletivo, real e imaginário, como se fossem antigos amigos, promovem a comunhão dos opostos e o clarão de um olhar renovado. E, para completar, ternura e poesia também enlaçam as mãos e movimentam sentidos e sentimentos, numa cantiga final.
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A Imagem Narrativa

Niterói, 09 de agosto
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O livro de Angela

Belo Horizonte, 11 a 21 de agosto

Prêmio Ana Maria Machado

Cepetin - Boletim 9 - 06/08/2008

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Oficina de Dia dos Pais

Vanessa Gonçalves - 04/08/2008


Em comemoração ao lançamento do livro Papai! – e também ao Dia dos Pais – a Cosac Naify e a livraria da Vila convidam as crianças a participarem de uma tarde muito divertida, com contação de história e confecção de presentes para os pais.

Na ocasião, Liana Yuri promoverá uma oficina de livros e cartões, baseada na história e nas ilustrações do livro.


Fique atento à data:

Domingo, 10 de agosto, a partir das 16h
Livraria da Vila (Shopping Cidade Jardim)
Av. Magalhães de Castro, 12000
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Bichodário

Atendimento Larousse - 05/08/2008




Press-Release - O que começa com A? Uma aranha assanhada! E com a letra R? A raposa e o rinoceronte, rindo do rabo do rato. Divertido, não? É com estas e outras 24 aliterações que Telma Guimarães, com o auxílio de uma colorida fauna, forma seu Bichodário (Larousse Junior). A idéia de ensinar o alfabeto com a ajuda de bichinhos fofos veio através de um devaneio da autora: “Meu pai sempre teve muitos livros em casa, alguns eram lindos, de capa dura, com animais enormes... Dava impressão que, num virar de página, saltariam para o meu quarto”. Dito e feito: “Alguns bichos realmente saltaram, voaram, voaram, sei lá, para fora das páginas daqueles livros. Na mesma hora, pensei: vou fazer um livro de animais! E o Bichodário foi surgindo completamente diferente, pêlo de um, peninha de outro, focinho aqui, dentão, garra e chifre por ali, pata acolá”. E o resto, de fato, é história, digo historinhas – cada letra do alfabeto corresponde a um animal que deixa seu recado.
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Despedida

E-mail recebido em 5 de agosto de 2008 13:23

Queridos amigos,

Venho avisar da morte do poeta Elias José, que foi velado com grande emoção no ultimo domigo, em sua cidade natal, Guaxupé. Gostaria de agradecer, em nome dele, a todos que o acompanharam e o apoiaram nessa maravilhosa trajetória literária, repleta de sonhos e encantamentos. O poeta passou, mas suas obras ficaram como mensagem de valorização da leitura, da literatura, dos livros e da poesia. Para a família, este não é um momento de tristeza, mas de muito orgulho e admiração, pois ele teve uma vida generosa e pode construir uma obra grandiosa e conquistar o reconhecimento merecido.

Envio este e-mail para os endereços que ele mantinha em sua caixa, mas estou certo de que muitos amigos não estão presentes. Por favor, repassem àqueles que tinham carinho e admiração pelo Elias e que não estão nesta relação.

Quem quiser enviar palavras de carinho e consideração, pode encaminhá-las ao e-mail do poeta (elias_jose@yahoo.com.br), que daqui em diante será administrado por sua esposa, Sílvia Monteiro Elias (a Silvinha). É ela quem passará, em breve, a cuidar também das questões relacionadas aos direitos autorais de sua obra.


um abraço carinhoso, de seu filho,

Érico.
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Um pouco de Elias

Peter O'Sagae


Ele escreveu muitos poemas e também um livro chamado ‘Um pouco de tudo’... Tento agora escrever umas linhas para falar um pouco de Elias: poeta com voz de trovão, mas, caísse tempestade ou não, sabia como ninguém puxar prosa pra acalmar. Foram assim três ou quatro viagens de avião, ao lado de Elias, o medo passando enquanto se pensava em textos e na própria vida. Um pouco de Elias é confiança imensa.



* Foto:
Centro Universitario da Fundação Educacional Guaxupé


Autor de mais de cem livros será sepultado em Guaxupé
EPTV Sul de Minas - 02/08/2008

O escritor e professor Elias José morreu aos 72 anos em Santos, no litoral paulista, na manhã deste sábado (2). O escritor passava férias no Guarujá, quando contraiu uma pneumonia.

Elias José nasceu em Guaranésia e com 13 anos mudou se para Guaxupé, no Sul de Minas. O escritor, que lançou o primeiro livro em 1976, produziu mais de cem títulos e recebeu vários prêmios, no Brasil e no exterior. Autor de contos, poeta e romancista, uma das especialidades do escritor era a literatura infanto-juvenil. O corpo de Elias José deve ser velado no Asilo São Vicente.
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Jabutis do Anhembi

Jornal do Brasil - 02/08/2008 - por Alvaro Costa e Silva

No ano em que o famoso prêmio literário completa 50 anos, a Bienal estará repleta de premiados em sua programação oficial. Moacyr Scliar, Marçal Aquino, Nélida Piñon, Lucia Hiratsuka, Fernando Bonassi, Eva Furnari, Fernando Vilela, Angela Lago, Affonso Romano de Sant'anna, Lygia Fagundes Telles, Gilberto Dimenstein, entre outros. São 22, ao todo, diz a coluna Informe Idéias.
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J.K. Rowling vai lançar contos de fada sobre magia

Reuters - 31/07/2008 - por Michelle Nichols

A criadora de "Harry Potter", J.K. Rowling, anunciou na quinta-feira, 31, que vai publicar em dezembro um livro de contos de fadas sobre magia e que doará os estimados 8 milhões de dólares em receita à sua organização beneficente para crianças carentes. The Tales of Beedle the Bard, que será lançado em 4 de dezembro, é mencionado no sétimo e último livro de Harry Potter como tendo sido deixado de presente a Hermione Granger, amiga de Harry, pelo professor Albus Dumbledore, diretor da escola Hogwarts. Inicialmente Rowling produziu apenas sete cópias de "The Tales". Ela deu seis cópias a pessoas intimamente ligadas aos livros Potter e leiloou a sétima, comprada pela Amazon.com por cerca de 4 milhões de dólares. Agora as editoras Bloomsbury e Scholastic vão publicar edições com uma introdução de Rowling. Os livros custarão 12,99 dólares cada, e a Amazon vai produzir até 100 mil exemplares da edição de colecionadores, reproduzindo a aparência e textura do livro original e que serão vendidos por 100 dólares.
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Concurso Noma

Angela Lago - 28/07/2008

Queridos amigos,

Tenho a honra de fazer parte este ano do júri do concurso Noma e gostaria que vocês me ajudassem a divulgar o concurso entre os ilustradores daqui. Ganhei um prêmio neste concurso quando comecei a trabalhar com ilustração, o que foi ótimo para mim. Graças a ele publiquei livros no Japão e diversos países da Ásia.
O concurso é patrocinado pela ACCU, um centro cultural da Unesco.
Os ilustradores devem enviar ilustrações inéditas ou de livros que não foram publicados na Europa, América do Norte, Austrália e Japão, até dia 30 de setembro de 2008. As bases do concurso e os formulários estão no site: www.accu.or.jp/noma/

Tomara que tenhamos muitos candidatos bacanas.
Abraços,

Angela


Imagem adicional: Exposição Ler é pra cima!
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Aquarela com CárcamO

Gonzalo Cárcamo - 29/07/2008


Concurso Cosac Naify - Livros para pais e filhos

Cosac Naify - Vanessa Gonçalves - 31/07/2008

INVENTE UM FINAL PARA PAPAI! E GANHE LIVROS PARA VOCÊ E SEU PAI

Ilustração de Philippe Corentin

O final mais criativo será premiado com um kit Dia dos Pais Cosac Naify: Papai!, Os miseráveis e Paris não tem fim

No meio da noite, duas crianças bem diferentes despertam lado a lado na mesma cama: “Pai! Tem um monstro na minha cama!”. O pai adentra o quarto, atendendo ao chamado do filho apavorado. Mas, afinal, quem é o monstro da história? O que será que um vai descobrir sobre o outro? Será que o pai de cada um deles vai aparecer? Será que os pais vão se encontrar? (E se fosse seu pai, o que ele faria?)

A partir do início do livro Papai!, de Philippe Corentin, você mesmo pode escrever um final para esta surpreendente narrativa. Basta ver a animação do livro [clique aqui] e criar um desfecho para o encontro dos dois garotos, que se amedrontam apenas por serem... diferentes. Na animação, você irá perceber que a história é interrompida bem no momento em que as crianças se dão conta que estão dormindo na mesma cama. O que acontecerá depois?

Coloque sua imaginação para funcionar e invente uma história! O melhor final será premiado com um kit Cosac Naify para o Dia dos Pais, composto pelos livros Papai! – e então você verá como autor finalizou esse encontro – e por Os miseráveis, de Victor Hugo, e Paris não tem fim, de Enrique Vila-Matas, do catálogo adulto da editora – um baita presente para seu pai.

Para participar, envie seu final para o e-mail webdesign@cosacnaify.com.br até o dia 6 de agosto. O resultado será divulgado no dia 7, mesmo dia em que será enviado o kit. O e-mail deve conter as seguintes informações: seu nome completo, idade, endereço (não se esqueça do CEP) e cidade.
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AEI-LIJ & PNLL

Comunicação AEI-LIJ - 31/07/2008

Conheça o texto apresentado pela AEI-LIJ no FÓRUM LITERATURA NA ESCOLA realizado em Brasília, nos dias 24 e 25 de julho de 2008: "Novas reflexões sobre Um espaço especial para a literatura na escola". O texto completo, bem como o documento Recomendações do Fórum Literatura na Escola, estão disponíveis no site www.aeilij.org.br/, na seção de artigos.


FÓRUM LITERATURA NA ESCOLA
Fonte: 28/7/2008 - Informe do PNLL

A partir de um documento apresentado pela AEILIJ e da convocação da Câmara Setorial do Livro, Literatura e Leitura, dos Ministérios da Educação e da Cultura, organizados pelo Plano Nacional do Livro e Leitura - PNLL -, cerca de 70 pessoas - especialistas do setor, representantes das cadeias criativa, produtiva e distributiva, representantes de professores e bibliotecários - reuniram-se durante os dias 24 e 25 de julho no auditório do MEC em Brasília, para debater o tema LITERATURA NA ESCOLA.

Contando com a colaboração de experiências do Brasil, da Argentina e do Chile, o programa foi dinâmico e enriquecedor ao proporcionar reflexões e diretrizes importantes para o tema em debate. Certamente, como afirmou a Secretária da Secretaria de Educação Básica, Professora Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, não ficará apenas circunscrito àquele Fórum, mas será um instrumento importante como subsídio ao desenvolvimento das políticas de leitura do MEC.

Realizado dentro dos parâmetros ideais do PNLL - busca do consenso, livre debate, atuação conjunta de todas as cadeias do livro - o Fórum, apesar de não ser uma instância deliberativa, redigiu algumas recomendações que sintetizam as principais conclusões dos dois dias de trabalho.
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Sara e Pitoco

Convite - Curitiba, 2 de agosto

Quintais

Convite - São Paulo, 2 de agosto

Lugar de magia, mistério, aventuras... para as crianças o quintal pode ser qualquer lugar: a rua sem saída, um cantinho do condomínio, a garagem e a casa do vizinho. Para os adultos, a lembrança de uma doce e inesquecível infância. Quintais narra com delicadeza os quintais especiais que cada um traz na memória. Belas e divertidas ilustrações de Ana Terra completam a obra, que é indicada para leitores a partir do 1º ano do Ensino Fundamental.
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